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O Estado regulador brasileiro : três décadas de reformas e agencificação (1996-2026)

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9786556350950

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Abstract

A obra analisa a trajetória do Estado regulador brasileiro ao longo de três décadas (1996–2026), destacando a criação e consolidação das agências reguladoras como instrumentos centrais da atuação estatal. Apresenta uma abordagem histórica e analítica das reformas regulatórias, evidenciando avanços institucionais, desafios de governança e limitações do modelo adotado. O livro também discute a ampliação do papel da regulação em temas contemporâneos, como inovação, desigualdades, sustentabilidade e participação social. Ao integrar diferentes perspectivas teóricas e empíricas, a obra propõe novos paradigmas para o aprimoramento da regulação no Brasil. Conclui oferecendo subsídios para o fortalecimento das capacidades estatais e a qualificação das políticas públicas.

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CUNHA, Bruno Queiroz (org.). O Estado regulador brasileiro: três décadas de reformas e agencificação (1996-2026). Rio de Janeiro: Ipea : MDIC, 2026. ISBN: 978-65-5635-095-0. DOI: https://dx.doi.org/10.38116/978-65-5635-095-0

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Projeto viabilizado mediante parceria institucional celebrada entre o Ipea e a Secretaria de Competitividade e Política Regulatória (SCPR) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

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Apresentação : O Estado Regulador Brasileiro: três décadas de reformas e agencificação (1996-2026)
(Ipea, 2026) Ramalho, Pedro Ivo Sebba; Luciana Mendes Santos Servo; Diretoria de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia - DIEST; Pedro Ivo Sebba Ramalho; Luciana Mendes Santos Servo
O texto de apresentação da obra O Estado Regulador Brasileiro: três décadas de reformas e agencificação (1996-2026) discute a trajetória da regulação estatal no Brasil ao longo de trinta anos, destacando o fortalecimento das agências reguladoras, a modernização das práticas regulatórias e a ampliação da governança pública. A publicação resulta de parceria entre o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), com o objetivo de produzir análises qualificadas sobre políticas regulatórias, desenvolvimento econômico e capacidades institucionais do Estado brasileiro. O texto enfatiza a importância de uma regulação pautada por transparência, eficiência, participação social, segurança jurídica e sustentabilidade, defendendo a utilização de evidências e boas práticas na formulação de políticas públicas. Também ressalta o papel das instituições, da academia, do setor produtivo e da sociedade civil na construção de um sistema regulatório mais democrático e alinhado aos desafios contemporâneos, como inovação, transição verde, desigualdades sociais e desenvolvimento sustentável.
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Prefácio : O Futuro, uma vez ? : O Estado Regulador Brasileiro : três décadas de reformas e agencificação (1996-2026)
(Ipea, 2026) Lodge, Martin; Diretoria de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia - DIEST; Martin Lodge
O prefácio da obra O Estado Regulador Brasileiro: três décadas de reformas e agencificação (1996-2026) analisa a evolução do Estado regulador nas últimas três décadas e discute os desafios contemporâneos da regulação pública. O texto aborda a consolidação das agências reguladoras independentes, a busca por eficiência estatal e a adoção de mecanismos regulatórios baseados em mercado e governança técnica. O autor examina questões centrais da teoria regulatória, como independência institucional, captura regulatória, politização, regulação baseada em princípios e gestão de riscos, demonstrando como esses temas permanecem relevantes diante de novos contextos políticos, econômicos e tecnológicos. Também são discutidas as transformações ocorridas no ambiente regulatório global, marcadas pelo avanço da inteligência artificial, pelas crises financeiras, pelas mudanças climáticas e pelas tensões geopolíticas, fatores que ampliaram as exigências sobre os sistemas regulatórios. O texto destaca ainda que o Estado regulador passou por adaptações importantes, incorporando preocupações relacionadas à segurança, sustentabilidade, governança e participação social. Por fim, o prefácio defende que o estudo histórico e institucional da regulação é fundamental para compreender os limites, desafios e possibilidades futuras do Estado regulador brasileiro e internacional.
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Introdução : O Estado Regulador Brasileiro : três décadas de reformas e agencificação (1996-2026)
(Ipea, 2026) Bruno Queiroz Cunha; Faganello, Cláucia Piccoli; Diretoria de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia - DIEST; Bruno Queiroz Cunha; Cláucia Piccoli Faganello
A introdução da obra O Estado Regulador Brasileiro: três décadas de reformas e agencificação (1996-2026) apresenta uma análise histórica e institucional da consolidação do Estado regulador no Brasil, com destaque para a criação e expansão das agências reguladoras federais desde a década de 1990. O texto discute a difusão internacional do modelo regulatório, influenciado por reformas administrativas, organismos multilaterais e processos de liberalização econômica, ressaltando a valorização das funções de regulação, fiscalização e coordenação estatal. Os autores examinam a incorporação do modelo de agencificação no contexto brasileiro, enfatizando a autonomia decisória, a especialização técnica e a função estratégica das agências reguladoras na mediação entre Estado, mercado e sociedade. Também são abordados os desafios relacionados à governança regulatória, à participação social, à accountability, à qualidade regulatória e à adaptação institucional diante de problemas contemporâneos, como desigualdade social, transição energética, transformação digital e sustentabilidade. Além de revisar a produção acadêmica sobre regulação no Brasil, o texto destaca a necessidade de abordagens interdisciplinares e de uma regulação mais dinâmica, contextualizada e baseada em evidências, capaz de responder às demandas complexas e transversais do desenvolvimento nacional.
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O Estado regulador brasileiro : uma análise histórica da reforma regulatória e das reformas de melhoria regulatória
(Ipea, 2026) Peci, Alketa; Diretoria de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia - DIEST; Alketa Peci
O capítulo analisa a trajetória histórica do Estado regulador brasileiro, com foco na criação das agências reguladoras independentes e nas reformas de melhoria regulatória implementadas desde a década de 1990. O texto demonstra como o processo de liberalização econômica e privatização fortaleceu o papel regulador do Estado, consolidando uma estrutura institucional baseada na autonomia das agências reguladoras e no desenvolvimento de uma burocracia técnica especializada, denominada “regulocracia”. A autora discute a influência de organismos internacionais, como a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e o Banco Mundial, na difusão do modelo regulatório brasileiro, bem como os impactos da independência institucional sobre a governança regulatória, a accountability e a coordenação entre órgãos públicos. O capítulo também examina a evolução da agenda de melhoria regulatória, destacando instrumentos como Análise de Impacto Regulatório (AIR), Avaliação de Resultado Regulatório (ARR), agenda regulatória, gestão de estoque regulatório e mecanismos de participação social. A AIR recebe atenção especial por representar um dos principais instrumentos de racionalização da tomada de decisão regulatória, embora sua aplicação no contexto brasileiro tenha sido marcada por tendências de burocratização e formalismo decorrentes da cultura administrativa legalista. O estudo conclui que a efetividade das reformas regulatórias depende não apenas de normas e instrumentos técnicos, mas também da existência de capacidades institucionais, coordenação interinstitucional, liderança estratégica e cultura organizacional voltada à deliberação qualificada, participação social e responsabilização democrática.
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A Difusão de ideias, instrumentos e práticas regulatórias na América Latina
(Ipea, 2026) Oliveira, Osmany Porto de; Osmany Porto de Oliveira
O capítulo analisa a difusão de ideias, instrumentos e práticas regulatórias na América Latina, destacando a formação e consolidação do Estado regulador na região a partir das décadas de 1980 e 1990. O texto demonstra que a expansão das agências reguladoras independentes esteve associada aos processos de privatização, liberalização econômica, modernização administrativa e democratização dos países latino-americanos. A pesquisa examina como organismos internacionais, especialmente a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e o Banco Mundial, influenciaram a disseminação de modelos regulatórios, instrumentos de governança e práticas de melhoria regulatória, como a Análise de Impacto Regulatório (AIR), transparência, participação social e coordenação institucional. O capítulo também aborda os mecanismos de transferência e adaptação de políticas regulatórias, evidenciando que a difusão não ocorre de forma linear, mas por meio de processos de aprendizado, indução institucional, tradução local e resistência burocrática. A análise comparativa dos casos de Chile, México e Colômbia demonstra que cada país desenvolveu trajetórias regulatórias próprias, condicionadas por fatores políticos, econômicos e institucionais específicos. O estudo conclui que a regulação latino-americana resulta da interação entre influências transnacionais e dinâmicas domésticas, produzindo modelos híbridos de governança regulatória voltados à busca de legitimidade, eficiência estatal e inserção internacional.
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