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Por um desenvolvimento inclusivo : o caso do Brasil

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Abstract

Este livro visa analisar a vigência do conceito de heterogeneidade estrutural como parte do funcionamento da economia brasileira. Neste contexto, inclui uma análise das características e implicacões socioeconômicas das diferenças morfológicas e da dinâmica dos diferentes segmentos da estrutura produtiva do país. O estudo começa analisando o desenvolvimento da heterogeneidade estrutural do Brasil, ou seja, a dinâmica da estrutura produtiva, a distribuição da renda e da ocupação no período de 1950 a 2009. A partir deste diagnóstico global, se realiza um exame da heterogeneidade produtiva, desde o ponto de vista setorial –incluindo a agricultura e a indústria– considerando, além disso, as diferenças regionais do país. Também são analisados temas específicos relacionados com a heterogeneidade produtiva, como é o tamanho das empresas e a desigualdade dos salários. Finalmente, é apresentado um exercício de convergência produtiva, mediante o qual se estima a magnitude dos recursos necessários e prazos para que a economia brasileira se situe no "umbral do desenvolvimento".

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A Heterogeneidade estrutural no Brasil de 1950 a 2009
(Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), 2015-03) Squeff, Gabriel Coelho; Nogueira, Mauro Oddo
Este estudo é uma tentativa de construção de uma base que contribua para o entendimento do processo e reconstrução da desigualdade social. Partindo de 1950, elaborou-se uma representação da estrutura produtiva, da produtividade do trabalho, de renda e de ocupação até o ano de 2009, tendo por referencial teórico o conceito de heterogeneidade estrutural (HE), elemento central do arcabouço teórico da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) que, a partir da crise de 2008, retornou ao proscênio do debate econômico (CEPAL, 2010), o estudo tenta apontar possíveis correlações entre tais estruturas e suas respectivas dinâmicas. Esse conceito pressupõe duas ideias: a primeira é que, os países nos quais se pode afirmar que sua estrutura econômica é marcada por uma HE, mostram uma significativa disparidade entre os níveis de produtividade do trabalho dos diversos agentes econômicos; a segunda é a de que tal disparidade se perpetua no tempo, quando não se acentua (Pinto, 2000).
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Uma Análise da heterogeneidade intrassetorial no Brasil na última década
(Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), 2015-03) Squeff, Gabriel Coelho; Nogueira, Mauro Oddo
O conceito de Heterogeneidade Estrutural (HE) pressupõe duas ideias: uma significativa disparidade entre os níveis de produtividade do trabalho dos diversos agentes econômicos; e a de que tal disparidade se perpetua no tempo, quando não se acentua (Gusso et al., 2011). A partir desse referencial conceitual, a análise e compreensão do fenômeno da HE no Brasil fez uso de um modelo de representação no qual se observava tanto as diferenças em nível da produtividade do trabalho entre esses três setores quanto a prevalência de diferenças elevadas ao longo do tempo.
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Distribuição produtiva e tecnológica da agricultura brasileira e sua heterogeneidade estrutural
(Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), 2015-03) Vieira Filho, José Eustáquio Ribeiro; Santos, Gesmar Rosa dos; Fornazier, Armando
Este estudo visa analisar a heterogeneidade estrutural do setor agropecuário brasileiro, buscando classificar os estabelecimentos agropecuários por grupos tecnológicos, segundo critérios econômicos e qualitativos da tecnologia e do ambiente institucional e por concentração produtiva. O problema colocado busca indagar se o processo de inovação tecnológica na agricultura brasileira, juntamente com as especificidades produtivas de cada região, contribui para o aumento das desigualdades produtivas, que, quando estrutural, inviabiliza a inclusão produtiva dos agricultores marginalizados da dinâmica tecnológica. Portanto, quais características da heterogeneidade são determinantes para promover o crescimento agrícola de forma mais vigorosa com maior incorporação tecnológica e quais distorções estruturais impendem o desenvolvimento mais amplo.
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Trajetória da taxa de câmbio e heterogeneidade estrutural na indústria brasileira
(Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), 2015-03) Squeff, Gabriel Coelho; Araújo, Victor Leonardo de
O presente trabalho tem como principal objetivo avaliar o efeito da taxa de câmbio real sobre a produtividade do trabalho da indústria brasileira. Esta investigação está composta por sete seções, a contar com a presente introdução. Na seção um, é feita breve resenha da literatura econométrica a respeito dos determinantes da produtividade na indústria. Na seção dois são apresentadas as variáveis utilizadas na pesquisa, enquanto na seção seguinte é feita uma sucinta análise dos principais fatos estilizados destes dados. A seção quatro descreve a metodologia econométrica utilizada e na quinta seção são reportados os resultados das estimações. Por fim, na última seção são tecidas, a título de conclusão, algumas considerações a respeito da taxa de câmbio real, da produtividade do trabalho e da heterogeneidade estrutural na indústria brasileira.
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Heterogeneidade regional
(Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), 2015-03) Matteo, Miguel
O tema central desta análise é medir, ainda que parcialmente, a heterogeneidade por meio do diferencial de produtividade, entre regiões, no interior do país, em que não somente se apresentam produtividades diferentes entre as regiões, como entre o mesmo setor de atividade em regiões distintas. Dessa forma, procura-se trazer um referencial analítico que se aplica à dinâmica da estrutura produtiva para a análise regional, observando-se uma situação de perpetuação no tempo de elevados níveis de disparidades.
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