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Políticas públicas informadas por evidências : conhecimentos, arranjos e capacidades para a governança democrática

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978-65-5635-100-1

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Abstract

Aborda a importância do uso de evidências na formulação, implementação e avaliação de políticas públicas, destacando a necessidade de fortalecer capacidades estatais, instituições e processos decisórios em um contexto de crescente complexidade social e tecnológica. A obra enfatiza que as evidências qualificam o debate público, mas não substituem a deliberação política, sendo fundamental a articulação entre conhecimento técnico, valores públicos e práticas democráticas. Além disso, ressalta o papel do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada na produção de conhecimento aplicado ao aprimoramento das políticas públicas no Brasil. O livro reúne contribuições de diferentes áreas e instituições, consolidando a agenda das políticas públicas informadas por evidências e incentivando uma cultura institucional voltada à aprendizagem, transparência e desenvolvimento democrático.

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KOGA, Natália Massaco et al. (org.). Políticas públicas informadas por evidências: conhecimentos, arranjos e capacidades para a governança democrática. Rio de Janeiro: Ipea, 2026. DOI: https://dx.doi.org/10.38116/978-65-5635-100-1.

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Apresentação : Políticas públicas informadas por evidências : conhecimentos, arranjos e capacidades para a governança democrática
(Ipea, 2026) Luciana Mendes Santos Servo; Luciana Mendes Servo
A apresentação do livro destaca a importância da coletânea Políticas públicas informadas por evidências: conhecimentos, arranjos e capacidades para a governança democrática. O texto aborda o desafio contemporâneo de fortalecer a capacidade do Estado de formular, implementar e avaliar políticas públicas utilizando conhecimento qualificado, especialmente em um contexto de rápidas transformações tecnológicas e disputas informacionais. A autora ressalta que o foco não deve ser apenas a produção em massa de dados, mas sim o fortalecimento de instituições, processos e capacidades que viabilizem o uso correto dessas evidências na tomada de decisão. Defende-se uma abordagem onde o conhecimento técnico qualifique o debate público sem substituir a deliberação política, integrando valores públicos e processos democráticos. Por fim, o texto reforça o papel histórico de seis décadas do Ipea na produção de pesquisas e no assessoramento governamental focado no desenvolvimento sustentável e democrático do Brasil.
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Prefácio : Políticas públicas informadas por evidências : conhecimentos, arranjos e capacidades para a governança democrática
(Ipea, 2026) Gómez, Margarita; Margarita Gómez
Analisa a publicação sob uma perspectiva global e contextualizada, destacando as tensões contemporâneas entre conhecimento, poder e governança democrática. A autora aponta que o atual cenário de crises sanitárias, climáticas e geopolíticas é agravado pelo crescimento da inteligência artificial, pelo avanço do negacionismo e pela desinformação algorítmica, fatores que corroem a confiança nas instituições e enfraquecem a expertise técnica dentro dos Estados, com reflexos severos tanto no Brasil quanto no Sul global.
Item type:Publication,
Introdução : desafios contemporâneos e caminhos para uma governança democrática de evidências
(Ipea, 2026) Koga, Natália Massaco; Maurício Mota Saboya Pinheiro; Pedro Lucas de Moura Palotti; Raissa Menezes de Oliveira; Roberto Rocha Coelho Pires; Érica Rocha dos Santos; Loureiro, Miguel; Natália Massaco Koga; Maurício Mota Saboya Pinheiro; Pedro Lucas de Moura Palotti; Raissa Menezes de Oliveira; Roberto Rocha Coelho Pires; Érica Rocha dos Santos; Miguel Loureiro
O capítulo introduz a coletânea articulando o debate sobre a produção e o uso de evidências no ciclo de políticas públicas frente ao cenário contemporâneo de retrocesso democrático, desinformação e polarização política. Os autores contrapõem-se à visão tecnocrática e restrita das Políticas Públicas Baseadas em Evidências (PPBEs), defendendo o movimento das Políticas Públicas Informadas por Evidências (PPIEs) por meio de uma "perspectiva moderada" (ou realismo moderado). Esta abordagem pressupõe que fatos e valores são indissociáveis e que as evidências devem coexistir com as lógicas políticas e os contextos locais.
Item type:Publication,
A Política do senso comum : declínio democrático e o desmonte da política pública informada por evidências em governos populistas autoritários
(Ipea, 2026) Fernandez, Michelle; Morais, Michelle; Michelle Fernandez; Michelle Morais
O capítulo analisa o fenômeno da "política do senso comum" como uma estratégia retórica e ideológica adotada por governos populistas autoritários para legitimar o desmonte de políticas públicas e confrontar o conhecimento científico e técnico. O texto utiliza o conceito de hardball institucional para explicar como líderes iliberais tensionam e enfraquecem as instituições, regras e constrangimentos democráticos para impor agendas personalizadas e simplistas. A partir de uma abordagem comparada, as autoras examinam as manifestações empíricas desse processo no Brasil (durante a gestão de Jair Bolsonaro, de 2019 a 2022) e nos Estados Unidos (especialmente no segundo mandato de Donald Trump, a partir de 2025). Em ambos os cenários, evidencia-se um padrão de perseguição à burocracia profissional de carreira, deslegitimação de dados oficiais, militarização ou aparelhamento de cargos estratégicos por outsiders e desinvestimento em áreas fundamentais de produção de evidências, como saúde, educação, ciência e meio ambiente. O estudo conclui que a política do senso comum atua como um contraprincípio direto às políticas informadas por evidências, operando como um mecanismo de erosão democrática que substitui o debate racional e técnico pelo apelo puramente emocional e polarizado.
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Percepção pública da C&T no Brasil : resultados e implicações para políticas públicas
(Ipea, 2026) Badaró, Adriana; Paiva, Marcelo; Augusto, Fábio; Adriana Badaró; Marcelo Paiva; Fábio Augusto
O capítulo analisa os resultados da pesquisa Percepção Pública da Ciência e Tecnologia no Brasil 2023, coordenada pelo CGEE em parceria com o MCTI, discutindo suas implicações para políticas públicas informadas por evidências. O estudo demonstra que a população brasileira apresenta elevada valorização da ciência e confiança em cientistas e instituições de pesquisa, embora persistam desigualdades no acesso à informação científica e na apropriação social do conhecimento. O texto destaca que a desinformação e o negacionismo científico estão relacionados a fatores identitários, morais e políticos, e não apenas à falta de informação. Também aborda o papel das mídias digitais na disseminação de conteúdos científicos e pseudocientíficos, evidenciando os desafios da comunicação pública da ciência em contextos de polarização e fragmentação informacional. Por fim, o capítulo defende o fortalecimento das instituições intermediárias, como o CGEE e o Ipea, e a consolidação de redes de evidências para ampliar a integração entre ciência, sociedade e formulação de políticas públicas democráticas e baseadas em conhecimento científico.
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