Book: A Economia do estanho no Brasil
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Abstract
O estudo analisa a evolução, estrutura e perspectivas da economia do estanho no Brasil, com ênfase na mineração de cassiterita, na metalurgia do estanho e no papel das políticas públicas no desenvolvimento do setor. Os autores mostram que a atividade estanhífera brasileira foi historicamente orientada para atender ao mercado interno e apoiar o processo de industrialização do país. Até a década de 1960, a produção nacional era insuficiente, levando à importação de concentrados de cassiterita, principalmente da Bolívia. A descoberta de grandes jazidas em Rondônia e, posteriormente, em Goiás permitiu uma rápida expansão da mineração nacional. Entre 1965 e 1980, a produção de cassiterita e de estanho metálico cresceu significativamente, impulsionada pela industrialização, pela expansão do consumo interno e pelos incentivos governamentais. O setor passou a gerar excedentes exportáveis, sobretudo de estanho metálico, ainda que as exportações permanecessem subordinadas à prioridade de abastecimento do mercado doméstico.
O mercado brasileiro caracterizava-se por forte concentração empresarial. Grandes grupos nacionais, como Paranapanema e Brumadinho, juntamente com grupos estrangeiros como Brascan, controlavam a maior parte da produção e das reservas. A integração vertical entre mineração e metalurgia tornou-se uma característica marcante do setor. A política governamental exerceu papel fundamental por meio do controle de preços, incentivos fiscais, financiamento à mineração, proteção ao mercado interno e apoio ao desenvolvimento regional da Amazônia. O Estado buscou conciliar a expansão da produção com a garantia de abastecimento da indústria brasileira e o controle inflacionário.
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Citation
ANTUNES, Antônio José de Cerqueira; WILBERG, Michael. A Economia do estanho no Brasil. Brasília: Ipea, 1982. Disponível em:
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Description
O presente trabalho dá continuidade à série de estudos setoriais desenvolvidos e divulgados pela CPS/IPLAN desde 1981. Nesta edição, analisa-se um dos mais importantes subsetores da indústria de metais não ferrosos: o estanho. Elaborado pelos técnicos Michael Wilberg e Antonio José de Cerqueira Antunes, o estudo incorpora análises e interpretações de caráter pessoal, que não necessariamente refletem o posicionamento institucional do IPLAN. Ainda assim, seus resultados oferecem relevantes contribuições para o entendimento dos principais aspectos econômicos relacionados à produção, ao mercado e ao desenvolvimento da atividade estanhífera no Brasil.
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Informações Setoriais 71
