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Estudos sobre uma região agrícola : Zona da Mata de Minas Gerais : volume 2

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Abstract

Focaliza os aspectos da comercialização agrícola, os incentivos fiscais e o reflorestamento, como alternativa para o aproveitamento das terras empobrecidas e o possível desenvolvimento industrial da região.

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Citation

PANIAGO, Euter; RIBON, Miguel; SILVA, Sebastião Moreira Ferreira da; TEIXEIRA FILHO, Antônio Raphael. Estudos sobre uma região agrícola: Zona da Mata de Minas Gerais. Brasília: Ipea, 1973. 226 p. v. 2. (Monografia; 11). Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/12589

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Introdução
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1973) Patrick, George F.
A Zona da Mata de Minas Gerais, juntamente com partes dos Estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo, enfrenta um crescimento econômico retardado, mesmo estando localizada no eixo industrial São Paulo-Rio de Janeiro-Belo Horizonte. A região, historicamente dependente da agricultura, enfrentou desafios de renda e emprego, agravados pela erradicação de cafezais na década de 60, sem conseguir desenvolver atividades substitutas. Atualmente, a Zona da Mata enfrenta depressão econômica, destacada pelo excesso de mão-de-obra, emigração, alta relação homem/terra e rendimentos agrícolas constantes. O setor industrial, embora em crescimento, possui capacidade ociosa e não absorve adequadamente o excedente de mão-de-obra agrícola. Os estudos presentes no volume resultam de um convênio entre o Departamento de Economia Rural da Universidade Federal de Viçosa e o Instituto de Planejamento Econômico e Social, concentrando-se em aspectos específicos da economia da região. Com ênfase no setor agrícola, buscam apontar medidas de política econômica para o desenvolvimento regional.
Item type:Publication,
Aspectos da comercialização agrícola na Zona da Mata de Minas Gerais
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1973) Paniago, Euter; Ribon, Miguel
O estudo aborda diversos aspectos da comercialização na Zona da Mata, analisando a estacionalidade de preços agropecuários, as margens de comercialização, o mercado atacadista de frutas, a comercialização de insumos agrícolas e o comércio madeireiro. A análise da variação sazonal de preços revela que produtos com períodos de colheita definidos apresentam maior variação. Diferenças nas margens de comercialização são observadas tanto para diferentes mercados quanto para produtos diversos, associadas aos serviços dos intermediários. O mercado atacadista de frutas é considerado pouco desenvolvido, com desafios na classificação, padronização, armazenamento e embalagem. Importações de frutas cítricas de outras regiões são notadas, enquanto manga e abacate são exportados para o Rio de Janeiro e Guanabara. Insumos agropecuários, em grande parte, são provenientes de fora da região, com dificuldades de acesso para agricultores em muitos municípios. A margem de comercialização varia entre cooperativas e empresas particulares. Quanto ao comércio madeireiro, a Zona da Mata funciona como exportadora e importadora, com mais volume importado. Os autores sugerem estímulo à expansão da indústria de serraria como oportunidade para os empresários rurais. O estudo conclui com sugestões e recomendações para aprimorar a comercialização agrícola na região.
Item type:Publication,
Reflorestamento e incentivos fiscais na Zona da Mata de Minas Gerais
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1973) Silva, Sebastião Moreira Ferreira da
O estudo analisa as oportunidades de utilização de incentivos fiscais para promover o reflorestamento na Zona da Mata. Embora a atividade de reflorestamento tenha potencial econômico na região, apenas 15,8% dos incentivos fiscais disponíveis foram aplicados nesse setor em 1969. A pesquisa, baseada em entrevistas com 60 investidores, revela que a maioria está deduzindo o máximo permitido de incentivos e investindo quase 80% desse total por meio da SUDENE, em parte devido à divulgação e ação dos corretores. Apesar disso, os investidores demonstram considerável interesse no reflorestamento, especialmente devido às possibilidades de aplicação local e maior controle sobre os investimentos, levando os autores a prever um aumento na porcentagem nos próximos anos. Entrevistas com 91 agricultores indicam que a maioria reconhece vantagens na produção de madeira, seja para uso próprio, geração de renda ou valorização da propriedade. No entanto, a prática do reflorestamento tem sido limitada pela falta de financiamento em condições desfavoráveis, considerando prazos, amortizações e taxas de juros. Diante do interesse mútuo no reflorestamento, são exploradas possibilidades de associação entre investidores e agricultores. A pesquisa revela que a criação de um fundo para reflorestamento, onde os investidores depositariam recursos dos incentivos fiscais para empréstimos aos agricultores, é uma proposta atrativa para a maioria. Embora existam divergências sobre as condições do empréstimo, os autores concluem que há várias formas de associação viáveis e fazem sugestões envolvendo medidas de política econômica para facilitar essa parceria.
Item type:Publication,
O Setor industrial na Zona da Mata de Minas Gerais
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1973) Teixeira Filho, Antônio Raphael
O estudo utilizou uma amostra de 100 empresas nas indústrias alimentícias, têxteis e de madeira na Zona da Mata para analisar o setor industrial e ajustar uma função de produção. Os resultados indicam que a maioria das empresas com mais de 50 trabalhadores foi instalada antes de 1948, enquanto 50% das pequenas empresas não utilizavam totalmente sua capacidade instalada. As indústrias, exceto as alimentícias, buscavam matéria-prima fora da região e vendiam a maioria de sua produção em outras partes do país. A indústria de madeira foi a única a apresentar um aumento significativo na renda bruta real durante o período de 1966 a 1969. O autor estimou uma função de produção, considerando capital e mão-de-obra como variáveis independentes, e concluiu que ambos estavam sendo utilizados abaixo dos níveis ótimos. A análise temporal revelou taxas de crescimento anual na produção, mão-de-obra e capital, com o setor industrial absorvendo mão-de-obra a uma taxa superior ao crescimento líquido da população.
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