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Mercado de Trabalho : Conjuntura e Análise (BMT) : n. 4, abr. 1997

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Resumo

O boletim Mercado de trabalho: conjuntura e análise tem periodicidade semestral e traz uma análise conjuntural do Mercado de trabalho, acompanhada de indicadores e seções temáticas que abordam tanto considerações mais técnicas como questões de cunho político-institucional.

Resumo traduzido

The bulletin Mercado de trabalho: conjuntura e análise is published twice a year. The publication analyses labor market situation reporting a range of indicators. Thematic sessions complements the material combining technical analysis with policy related issues.

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Desemprego e qualidade no emprego no Brasil
Qualidade do trabalho : o grande desafio
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Publicação
A Opinião dos atores
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1997-04) Urani, André; Pastore, José; Castro, Delúbio Soares de
Foi-nos ensinado que "trabalho bom é aquele com carteira assinada", uma vez que garante os direitos trabalhistas, permite a sindicalização e, na maioria das vezes, remunera melhor do que outras formas de trabalho. Em resposta às sucessivas tentativas de estabilização e às reformas estruturais ainda em curso, todos os setores que costumavam empregar "bem" (a indústria de transformação, o setor financeiro, a administração pública e as empresas estatais) passaram, ao longo da última década, a empregar menos.
Publicação
Conjuntura macroeconômica – maio 1997 : Mercado de Trabalho n.04 – abr. 1997
(Ipea, 1997-04) Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Ministério do Trabalho e Emprego; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Ministério do Trabalho e Emprego
A combinação de aumento do déficit em conta corrente no balanço de pagamentos e de um déficit público ainda elevado, observada em 1996, gerou grande expectativa com relação ao desempenho destas variáveis no primeiro trimestre de 1997, refletida em dúvidas acerca do verdadeiro ritmo de crescimento do nível de atividade e em especulações em tomo das políticas monetária e cambial. Na verdade, o que vem se observando são sinais de melhora da posição fiscal, com queda das necessidades de financiamento do setor público, acomodação do nível de atividade, descartando-se a hipótese de superaquecimento da economia, e manutenção da política cambial, apesar de os déficits comercial e em conta corrente permanecerem em elevação.
Publicação
Análise do mercado de trabalho : Mercado de Trabalho n.04 – abr. 1997
(Ipea, 1997-04) Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Ministério do Trabalho e Emprego; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Ministério do Trabalho e Emprego
População Economicamente Ativa (PEA), que cresceu quase que continuamente de janeiro a setembro de 1996, chegando a uma expansão acumulada de 4,4% neste período, passou por forte contração no final do ano, de tal modo que o crescimento entre janeiro de 1996 e de 1997 ficou limitado a 1,4% (ver Tabela A 1.1, no Anexo Estatístico), de acordo com os dados da Pesquisa Mensal do Emprego (PME} do IBGE. Em termos regionais, houve claros contrastes: enquanto em São Paulo o crescimento de ponta a ponta chegou a 2,4% e em Belo Horizonte a 2,2%, nas metrópoles nordestinas, Salvador e Recife, observaram-se contrações de 1,4% e 1,7%, respectivamente.
Publicação
Desemprego e qualidade no emprego no Brasil
(Ipea, 1997-04) Castro, Delúbio Soares de; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; Delúbio Soares de Castro
O debate atual sobre a centralidade do desemprego na conjuntura do mercado de trabalho brasileiro divide-se em duas linhas básicas: aquela que identifica no desemprego elevado um problema grave e de longa duração, que exige políticas de emprego ativas para solucioná-lo; outra linha, oposta, que nega a existência do problema do desemprego, afirmando que o emprego é gerado em quantidade suficiente e que nossas taxas de desemprego estão próximas ao pleno emprego. No entanto, sugere que temos um problema na qualidade dos empregos gerados, ou de outra forma, em sua produtividade.
Publicação
Qualidade do trabalho : o grande desafio
(Ipea, 1997-04) Urani, André; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; André Urani
Foi-nos ensinado que “trabalho bom é aquele com carteira assinada", uma vez que garante os direitos trabalhistas, permite a sindicalização e, na maioria das vezes, remunera melhor do que outras formas de trabalho. Em resposta às sucessivas tentativas de estabilização e às reformas estruturais ainda em curso, todos os setores que costumavam empregar "bem" (a indústria de transformação, o setor financeiro, a administração pública e as empresas estatais) passaram, ao longo da última década, a empregar menos. Com isto, a probabilidade de um membro da População Economicamente Ativa (PEA) das principais regiões metropolitanas do Brasil obter um emprego com carteira assinada diminuiu dez pontos percentuais ao longo deste período, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE.

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