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Boletim de Economia e Política Internacional (BEPI) : n. 15, set./dez. 2013

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Resumo

O Boletim de Economia e Política Internacional (BEPI) é uma publicação da Diretoria de Estudos e Relações Econômicas e Políticas Internacionais (Dinte) do Ipea e visa promover o debate sobre temas importantes para a inserção do Brasil no cenário internacional, com ênfase em estudos aplicados no campo da Economia Internacional e das Relações Internacionais, tendo como público-alvo acadêmicos, técnicos, autoridades de governo e estudiosos das relações internacionais em geral.

Resumo traduzido

The Economics and International Policy Bulletin (BEPI) is a publication of the Board of Studies and Economic Relations and International Policies (Dinte) IPEA and aims to promote debate on issues important to the insertion of Brazil internationally, with an emphasis on applied studies in the field of International Economics and International Relations, with the academic audience, technical, government officials and scholars of international relations in general.

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BEPI 15

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O Desafio para a presidência australiana do G20 em 2014
Estratégias da União Europeia em meio ambiente nos acordos regionais de comércio e seus impactos para as negociações com o Mercosul
Portugal, Grécia, Itália e Espanha : uma análise das razões das crises da dívida e alternativas para sua superação
Padrões de inserção do Brasil nas cadeias globais de valor : uma análise do investimento direto estrangeiro no país no período 2003-2012
Como o capital chinês lida com o risco político? : os altos e baixos dos investimento direto da China em Mianmar
A Ascensão da China e as oportunidades para o Brasil no setor de energia e de transportes

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Publicação
O Desafio para a presidência australiana do G20 em 2014
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2013-12) Callaghan, Mike
BEPI 15
Para que a cúpula de Brisbane seja um sucesso, a Austrália terá de melhorar a forma como o Grupo dos Vinte (G20) funciona definir uma agenda focada e envolver diretamente os líderes. Mais importante ainda, a cúpula de Brisbane deve atingir resultados significativos. O objetivo geral deve ser continuar a busca pelo crescimento mais robusto, mais sustentável e mais equitativo da economia e do emprego. Para dar substância a estes objetivos, a cúpula de Brisbane deve fazer progressos em algumas questões econômicas internacionais difíceis, mas de vital importância. As prioridades devem incluir: i) desenvolver uma clara e consistente estratégia coordenada de crescimento global, tema sobre o qual o G20 já não tem uma narrativa firme; ii) dar vida ao sistema de comércio multilateral; iii) lidar com o financiamento das mudanças climáticas, a fim de criar uma dinâmica para as negociações sobre elas em 2015; iv) realizar progressos tangíveis no esforço internacional para combater a fraude e a evasão fiscal; e v) integrar o desenvolvimento à agenda do G20, e não tratá-lo como um apêndice. Alcançar resultados nestas áreas exigirá um plano estratégico e uma grande e coordenada campanha de doze meses.
Publicação
Estratégias da União Europeia em meio ambiente nos acordos regionais de comércio e seus impactos para as negociações com o Mercosul
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2013-12) Badin, Michelle Ratton Sanchez; Azevedo, Milena da Fonseca
BEPI 15
A União Europeia (UE) é o membro mais ativo da Organização Mundial do Comércio (OMC) na celebração de acordos bi ou plurilaterais de comércio. Foi também pioneira nesse tipo de iniciativa, com acordos assinados desde a década de 1970, com um impulso nos primeiros anos da década de 1990, quando o movimento de acordos regionais de comércio ganha destaque. Essas são importantes razões para se reconhecer sua experiência em negociação e a consolidação de práticas, inclusive regulatórias, o que traz um grande desafio para qualquer negociação que venha a se desenvolver com o Mercado Comum do Sul (Mercosul). Na área de meio ambiente, o protagonismo da UE também é confirmado. Pretende-se aqui delinear cinco das principais estratégias identificadas nos acordos de comércio assinados pela UE, na área de meio ambiente, a fim de considerar possíveis propostas por parte deste bloco econômico e eventuais desafios que possam se colocar nas negociações birregionais UE-Mercosul.
Publicação
Portugal, Grécia, Itália e Espanha : uma análise das razões das crises da dívida e alternativas para sua superação
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2013-12) Nunes, Leonardo Loureiro
BEPI 15
Neste artigo, em sua primeira parte, será realizada uma breve revisão da literatura da Teoria das Áreas Monetárias Ótimas. Na segunda parte, será avaliado o desempenho macroeconômico dos países da periferia do euro (Portugal, Espanha, Itália e Grécia). A hipótese a ser apresentada é a da existência de uma relação entre o déficit na balança comercial desses países e um superávit correspondente por parte da Alemanha. Esses déficits, ocasionados pela falta de mobilidade de mão de obra, inflexibilidade de preços e salários, baixos custos unitários de trabalho na Alemanha em relação aos países citados, foram financiados via endividamento, colocando a Alemanha numa posição superavitária em relação a esses países. Por fim, serão apontadas brevemente algumas alternativas para a solução da crise do euro, que vão da criação de eurobônus a uma ruptura da zona monetária única.
Publicação
Padrões de inserção do Brasil nas cadeias globais de valor : uma análise do investimento direto estrangeiro no país no período 2003-2012
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2013-12) Silva, Silas Thomaz da
BEPI 15
O estudo apresenta algumas das tendências de inserção do Brasil nas cadeias globais de valor (CGV) por meio da análise dos determinantes dos principais projetos de investimento greenfield realizados por empresas transnacionais no país entre 2003 e 2012. Identifica-se uma concentração desses investimentos em setores voltados à exploração de recursos naturais, com destaque para minérios e commodities agrícolas, setores nos quais o Brasil possui vantagens competitivas no comércio internacional. Já os investimentos no segmento industrial são destinados, sobretudo, ao suprimento do mercado doméstico, a exemplo da indústria automobilística.
Publicação
Como o capital chinês lida com o risco político? : os altos e baixos dos investimento direto da China em Mianmar
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2013-12) Alves, André Gustavo de Miranda Pineli
BEPI 15
Vários estudos econométricos têm constatado que as empresas transnacionais chinesas investem mais em países considerados politicamente arriscados, mesmo quando se controla o efeito da abundância de recursos naturais, o que contraria tanto a literatura teórica como a empírica sobre o assunto. Para entender os motivos por trás dessa constatação, este artigo analisa o caso desse investimento direto chinês em Mianmar, um dos países apontados como de maior risco político por agências especializadas. O trabalho sugere que pelo menos parte do investimento não foi guiada por critérios estritamente econômicos, satisfazendo objetivos políticos, geopolíticos e/ou de segurança. Além disso, até recentemente, o risco político incorrido pelos investidores chineses era substancialmente menor que o incidente sobre outros agentes, devido às estreitas relações intergovernamentais mantidas entre os dois países. Entretanto, desde 2011, com a inauguração de um novo governo civil e a adoção de reformas liberalizantes e democratizantes, vive-se uma curiosa situação na qual, enquanto as agências ocidentais de classificação de risco político melhoram, paulatinamente, o rating de Mianmar, as empresas chinesas percebem crescente risco político no país.

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