(Ipea, 2025-11) Júlia Benfica Senra; Júlio César Roma; Claudia de Oliveira Faria Salema; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Claudia de Oliveira Faria Salema; Júlia Benfica Senra; Júlio César Roma
BRUA 35
Diante da emergência climática global, o Brasil precisa de estratégias de mitigação e adaptação alinhadas à sua diversidade ecológica e social. Este estudo adota a abordagem dos “sete Brasis” – seis biomas e o Sistema Costeiro-Marinho (SCM) – como recortes territoriais com dinâmicas próprias de ocupação, vulnerabilidade e resposta climática. O recorte proposto não tem a intenção de compartimentalizar esses espaços naturais como unidades isoladas, mas sim destacar as especificidades socioecológicas de cada território, que se interconectam por meio de fluxos ecológicos, climáticos, hidrológicos e socioeconômicos que atravessam seus limites. A síntese elaborada visa apoiar gestores na formulação de políticas mais conectadas às especificidades desses territórios.
(Ipea, 2025-11) Sérgio Felipe Melo da Silva; Júlia Benfica Senra; Claudia de Oliveira Faria Salema; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Sérgio Felipe Melo da Silva; Claudia de Oliveira Faria Salema; Júlia Benfica Senra
BRUA 35
A realização de um evento da magnitude da 30a edição da Conferência das Partes (COP30), Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, fornece uma oportunidade ímpar para discussões e endereçamentos diversos sobre o tema do desenvolvimento regional amazônico. Assim, o objetivo deste trabalho é elencar elementos de discussão sobre um novo modelo de desenvolvimento regional para a Amazônia, a partir de temas que a COP30 suscita, bem como tópicos que vêm sendo debatidos ao longo dos anos sobre a trajetória de desenvolvimento da região amazônica. Apontamos a necessidade de um modelo de desenvolvimento que permita a melhoria da estrutura produtiva regional, hoje com uma possibilidade de maior proximidade de consenso, que é a bioeconomia ou seus conceitos correlatos. Destacamos ainda que a COP30 pode ser um evento moldador da construção de um amplo pacto sobre o desenvolvimento regional amazônico, ilustrando, entre outros aspectos, a noção de missões apresentada por Mariana Mazzucato, como uma perspectiva a ser considerada nesta discussão.
(Ipea, 2025-12) Júlia Benfica Senra; Sérgio Felipe Melo da Silva; Salema, Claudia de Oliveira Faria; Felipe Vella Pateo; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Júlia Benfica Senra; Sérgio Felipe Melo da Silva; Cláudia de Oliveira Faria Salema; Felipe Vella Pateo
A crise climática revela em escala global a interconectividade planetária e as retroalimentações entre suas esferas (litosfera, hidrosfera, biosfera, atmosfera). Diante disso, a percepção de modelos de desenvolvimento nocivos às condições justas e saudáveis de vida levou a inúmeros estudos e discussões internacionais sobre a necessidade de novos rumos, o que levou ao conceito de desenvolvimento sustentável. Uma das principais apostas de modelos de desenvolvimento sustentável para o Brasil, país megabiodiverso, é a implementação de atividades atreladas à bioeconomia. Quando aplicamos tais conceitos à Amazônia, a complexidade da região exige que o desenvolvimento sustentável seja pensado a partir de uma abordagem integradora, capaz de considerar simultaneamente dimensões sociais, ambientais, culturais e econômicas. O estado do Amapá, inserido no bioma Amazônia e na Amazônia Legal, representa um território estratégico para a implementação do desenvolvimento sustentável, considerando os desafios socioeconômicos já enfrentados pela população local – com riscos de se manterem ou se agravarem para as gerações futuras –, bem como se considerarmos a grande potencialidade territorial para se aliar conservação da natureza a geração de renda. Assim, discutimos elementos de diagnósticos e instrumentos de políticas públicas em curso que têm o potencial de impulsionar o desenvolvimento sustentável no Amapá, com ênfase no caso do arquipélago do Bailique, analisando aspectos das políticas públicas como coordenação, governança e participação social.