(Ipea, 2026-04) Estêvão Kopschitz Xavier Bastos; Caio Rodrigues Gomes Leite; Tarsylla da Silva de Godoy Oliveira; Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas - DIMAC; Estêvão Kopschitz Xavier Bastos; Caio Rodrigues Gomes Leite; Tarsylla da Silva de Godoy Oliveira
Carta de Conjuntura 70
A economia mundial tem apresentado um desempenho acima do esperado após o tarifaço e Donald Trump em abril de 2025, em vários aspectos, como crescimento do produto interno bruto (PIB), crescimento do comércio mundial e inflação. Alguns fatores que têm sido identificados como causas desse fenômeno são os investimentos em inteligência artificial (IA) e os estímulos fiscais generalizados, incluindo gastos com defesa. Por sua vez, os preços das commodities metálicas e de energia têm oscilado muito, refletindo questões geopolíticas, de política monetária e de demanda tanto para fins de reserva, como no caso do outro e da prata, quanto para uso na indústria, inclusive para IA. O inverno rigoroso nos países de clima frio também impactou os preços dos combustíveis.
Desde a última edição deste boletim, em outubro de 2025, as expectativas de inflação para 2026 vinham recuando até o começo da guerra do Irã, em 28 de fevereiro, que trouxe aumento dos preços de petróleo e derivados e pequena desvalorização do câmbio, acompanhada de maior volatilidade cambial – esses fatores levaram ao aumento da inflação esperada em 2026. As expectativas para as decisões de política monetária, isto é, sobre a meta para a Selic, pouco se alteraram para os analistas que contribuem com a pesquisa do Banco Central do Brasil (BCB), mas as alterações nas curvas de juros foram significativas. As projeções para o produto interno bruto (PIB) permanecem aproximadamente as mesmas. A guerra ainda não alterou as projeções de exportações e importações, nem a da taxa de câmbio para o fim deste ano.