(Ipea, 2007) Foguel, Miguel Nathan; Azevedo, João Pedro; Miguel Nathan Foguel; João Pedro Azevedo
Analisa a evolução da desigualdade de rendimentos do trabalho no Brasil entre 1995 e 2005, empregando uma decomposição baseada na metodologia de Juhn, Murphy e Pierce, modificada para permitir interpretações contrafactuais. Os autores separam os efeitos associados às características observáveis dos trabalhadores, aos retornos dessas características e aos fatores não observáveis, demonstrando que, embora a desigualdade tenha caído ao longo do período, os determinantes dessa redução variaram entre os subperíodos. Entre 1995 e 2001, o componente não observável foi o principal responsável pela queda, enquanto entre 2001 e 2005 os retornos (preços) à educação e à experiência passaram a desempenhar papel central. A análise também examina a evolução dos preços e dispersões de educação e experiência, evidenciando como mudanças nesses fatores influenciaram a dinâmica da desigualdade salarial.
(Ipea, 2026) Barbosa, Ana Luiza Neves de Holanda; Alexandre Samy de Castro; Carlos Henrique Leite Corseuil; Joana Simões de Melo Costa; Foguel, Miguel Nathan; Quintella Junior, Osvaldo; Kelly, Isabela Duarte; Mauricio Cortez Reis; Ana Luiza de Holanda Barbosa; Alexandre Samy de Castro; Carlos Henrique Corseuil; Joana Costa; Miguel Foguel; Osvaldo Quintella Junior; Isabela Duarte Kelly; Maurício Reis
O capítulo apresenta um panorama analítico e evolutivo do mercado de trabalho formal brasileiro entre os anos de 1985 e 2023, utilizando como base a série histórica de dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais). O estudo examina a transformação estrutural do emprego sob múltiplas dimensões macroeconômicas e demográficas. Entre os principais achados, destaca-se a redução expressiva no tamanho médio dos estabelecimentos privados nas décadas de 1980 e 1990 devido à reestruturação produtiva e abertura comercial. No âmbito demográfico, constata-se uma acentuada inclusão das mulheres no mercado formal, acompanhada por um aumento generalizado da escolaridade e pela paulatina redução do hiato salarial de gênero. Adicionalmente, a pesquisa diagnostica um crescimento preocupante nos índices de sobre-educação profissional (trabalhadores com nível superior atuando em funções que exigem menor qualificação), o que gera perdas de remuneração relativa. Por fim, evidencia-se que a experiência laboral efetiva confere retornos salariais crescentes e significativos para ambas as categorias de gênero no setor privado do país.