(Ipea, 2006) Rogério Edivaldo Freitas; Alves, Patrick Franco; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Rogério Edivaldo Freitas; Patrick Franco Alves
Analisa a prestação de serviços relacionados à agropecuária no Brasil, destacando sua evolução, distribuição regional e importância econômica entre 1998 e 2002, com base em dados da PAS/IBGE e da Rais/MTE. O texto evidencia a ampliação do número de empresas do setor, sua forte concentração de mão de obra pouco qualificada, a predominância das regiões Sudeste e Sul no emprego e no número de estabelecimentos, além de apontar tendências de dispersão espacial dessas atividades, contrariando hipóteses iniciais de concentração no Centro-Oeste. Também discute a relevância crescente dos serviços de apoio — como manejo, inseminação, cuidados florestais e suporte técnico — no contexto do agronegócio moderno, bem como a necessidade de políticas públicas de extensão rural adequadas às especificidades regionais, considerando as desigualdades estruturais e o papel estratégico desses serviços para a competitividade e sustentabilidade da produção agropecuária.
(Ipea, 2005) De Negri, João Alberto; Freitas, Fernando; Costa, Gustavo; Silva , Alan; Alves, Patrick; Alves, Patrick Franco; João Alberto De Negri; Fernando Freitas; Gustavo Costa; Alan Silva; Patrick Alves
Apresenta e justifica uma tipologia de firmas da indústria brasileira baseada em padrões de competição e desempenho, partindo do pressuposto de que a inovação tecnológica é central para a diferenciação de produtos e para vantagens competitivas. Inicialmente, define três categorias analíticas: (a) firmas que inovam e diferenciam produtos, (b) firmas especializadas em produtos padronizados e (c) firmas que não diferenciam produtos e exibem menor produtividade. Em seguida, descreve o banco de dados integrado organizado pelo Ipea a partir de microdados de diversas fontes (IBGE, MTE, Bacen, Secex/MDIC, entre outras) e detalha os procedimentos de classificação usando a Pintec 2000, com seleção de “indicadores líderes” (inovação de produto novo para o mercado, condição exportadora e preço‑prêmio nas exportações, além de produtividade/eficiência) e verificação de consistência por testes estatísticos, análise discriminante e agrupamentos. Por fim, estende a tipologia para uma série temporal maior ao classificar firmas com base na PIA (1996–2002), estimando a probabilidade de inovação por modelo probabilístico/matching (propensity score) quando a informação direta de inovação não está disponível, e conclui que a classificação obtida é coerente com a teoria e útil para diagnósticos e políticas industrial, tecnológica e de comércio exterior.