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Mauricio Cortez Reis

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Sobre o pesquisador

Possui graduação em Economia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1994), mestrado em Economia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1999) e doutorado em Economia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2004). É co-editor da revista Pesquisa e Planejamento Econômico desde 2009. Tem experiência na área de Economia, com ênfase em Economia dos Programas de Bem-Estar Social.

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Publicação
Transferências e incentivos
(Ipea, 2007) Mauricio Cortez Reis; Camargo, José Márcio; José Márcio Camargo; Maurício Cortez Reis
Discute como diferentes modalidades de transferência de renda no Brasil influenciam desigualdade, oferta de trabalho, desemprego e decisões educacionais dos membros das famílias beneficiadas. Embora programas como aposentadorias, pensões, BPC e Bolsa Família tenham desempenhado papel decisivo na queda da desigualdade entre 2001 e 2005, os autores mostram que seus efeitos sobre incentivos individuais não são neutros. Evidências empíricas indicam que benefícios previdenciários e o BPC elevam o salário de reserva dos trabalhadores adultos, o que tende a reduzir a taxa de participação e aumentar o desemprego, especialmente entre indivíduos com baixa escolaridade. Esses programas também afetam o comportamento de jovens: quando convivem com beneficiários diretos, tendem a apresentar maior probabilidade de apenas estudar, mas também maior risco de não estudar nem trabalhar, dependendo da composição familiar e das preferências individuais por lazer. Entre 2001 e 2005, houve expansão relevante desses programas, com cobertura maior e benefícios mais altos, reforçando tanto seus efeitos distributivos quanto seus impactos comportamentais. O capítulo conclui que políticas não condicionadas podem reduzir participação e afetar decisões de investimento em capital humano, enquanto programas condicionados — como o Bolsa Família — geram incentivos mais alinhados ao desenvolvimento futuro, promovendo escolarização e reduzindo desigualdade de longo prazo.
Publicação
O Salário mínimo e a queda recente da desigualdade no Brasil
(Ipea, 2007) Firpo, Sergio; Mauricio Cortez Reis; Sergio Firpo; Maurício Cortez Reis
Estuda o papel do aumento do salário mínimo na redução da desigualdade dos rendimentos do trabalho no Brasil entre 2001 e 2005. Utilizando microdados da PNAD para os dois anos e medidas de desigualdade como Gini, Theil e Theil‑L, os autores estimam contrafactuais para isolar o efeito do salário mínimo, encontrando que de 30% a 60% da queda observada na desigualdade pode ser atribuída à valorização real do mínimo no período. A análise descritiva mostra elevação do salário mínimo real e maior razão entre o salário mínimo e o rendimento médio, acompanhadas por redução do coeficiente de Gini (de 0,558 para 0,535). O estudo discute ainda a literatura nacional e internacional e pondera os limites de políticas de valorização do mínimo em cenários de inflação controlada e possíveis impactos sobre emprego e informalidade, concluindo que, embora relevante, o efeito tende a ser decrescente no tempo.

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