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Quão distante é longe? A importância da distância geográfica para fluxos de conhecimento

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Europa
Estados Unidos
Países de alta renda

Cobertura temporal

1977-2000

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BR

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Grau Acadêmico

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Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)

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Titulo alternativo

Texto para Discussão (TD) 1995: Quão distante é longe? A importância da distância geográfica para fluxos de conhecimento, How far is distant? The importance of geographic distance for the knowledge flows.

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Resumo

Este estudo analisa a importância da distância geográfica para que fluxos de conhecimento ocorram entre países, e como esta importância vem mudando ao longo do tempo. Os principais canais de fluxos de conhecimento são discutidos e uma análise econométrica é conduzida com foco nos fluxos de conhecimento gerados pelas atividades de copatenteamento por dois ou mais países. Utiliza-se um modelo gravitacional com dados de contagem longitudinais de 1977 a 2000 referentes a 97 países. Os resultados mostram que a importância da distância geográfica para a coinvenção de patentes vem diminuindo com o tempo, mas que isto, tem acontecido apenas na Europa e nos Estados Unidos e em países de alta renda. Estes achados sugerem que, apesar de os avanços em tecnologias de comunicação e a redução dos custos de transporte poderem favorecer fluxos de conhecimento para países em desenvolvimento e, assim, a convergência de renda, eles parecem, ao contrário, estar ajudando regiões desenvolvidas a se tornarem mais integradas, deixando as periféricas relativamente mais para trás.

Resumo traduzido

This paper examines the importance of geographic distance for the occurrence of knowledge flows between countries and how this importance has been changing over time. The main channels for knowledge flows are presented and an econometric analysis conducted with a focus on knowledge flows generated by co-patenting activities. A gravity model is estimated using longitudinal count data for 97 countries covering the years 1977 to 2000. The results show that the importance of geographic distance for the co-invention of patents has been decreasing in time, but that this has been happening only in Europe and America and in high income countries. These findings suggest that although advances in communications technologies and lower transportation costs could potentially favor knowledge flows to developing countries and thus income convergence, they seem on the other hand to be helping already developed regions become more integrated whilst making peripheral ones lag relatively farther behind.

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