Publication: Servitização, (sub) desenvolvimento e dependência : breve análise sobre o processo de servitização da indústria extrativa e manufatureira brasileira (2007-2022)
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Abstract
Analisa o processo de servitização da indústria brasileira entre 2007 e 2022, investigando como a crescente integração entre indústria e serviços afeta o desenvolvimento econômico, o emprego e a sustentabilidade ambiental. A autora argumenta que, embora a servitização seja frequentemente associada à inovação, ao aumento da produtividade e à agregação de valor nas economias centrais, sua manifestação nas economias periféricas, como a brasileira, ocorre sob condicionantes estruturais ligados ao subdesenvolvimento e à dependência. Utilizando dados da Pesquisa Industrial Anual (PIA-Empresa), o estudo mostra que a servitização observada no Brasil ocorreu predominantemente pela ampliação da contratação de serviços por empresas industriais (“servitização de insumos”), e não pela expansão da oferta de serviços próprios e sofisticados que agregariam valor aos produtos industriais (“servitização de produtos”). A indústria extrativa apresentou aumento da dependência de serviços terceirizados, enquanto a indústria de transformação registrou trajetória de desservitização em vários indicadores. O capítulo conclui que o processo brasileiro não reproduz o padrão das economias centrais, permanecendo condicionado pela especialização produtiva em atividades de menor valor agregado, pela dependência tecnológica e pela inserção subordinada nas cadeias globais de valor. Defende ainda a necessidade de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento tecnológico, à sustentabilidade ambiental, à geração de empregos qualificados e à superação das desigualdades estruturais.
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Citation
BRITO, Elohá Cabreira. Servitização, (sub)desenvolvimento e dependência: breve análise sobre o processo de servitização da indústria extrativa e manufatureira brasileira (2007-2022). In: VIANA, André Rego (org.). Mudança social e dinâmica econômica no setor de serviços no Brasil no século XXI. Brasília: Ipea, 2026. p. 249-339. DOI: https://dx.doi.org/10.38116/978-65-5635-101-8/cap5
