Publication: Unions in Brazil : what to expect in the near future?
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Discussion Paper 219 : Unions in Brazil : what to expect in the near future?, Uniões no Brasil : o que esperar no futuro próximo?
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Speaker / Moderator / Discussant
Abstract
Hoje em dia, há um debate crescente sobre o papel da negociação coletiva na regulação do trabalho no Brasil. No entanto, é possível discutir uma regulação deste tipo, sem debater os atores coletivos responsáveis por isso? A resposta é provavelmente negativa, ao menos no que diz respeito aos atores de trabalho (sindicatos), que enfrentam vários dilemas. Há milhares de sindicatos no Brasil, distribuídos por todos os setores econômicos, categorias profissionais e regiões do país. À primeira vista, isso pareceria muito promissor para a promoção de qualquer regulação negociada do trabalho. No entanto, como regra, esses sindicatos apresentam uma constituição frágil, com poucos trabalhadores em sua base, bem como uma pequena filiação entre eles. Como resultado desta constituição frágil, esses sindicatos reúnem poucos recursos para negociar coletivamente novas formas de regulação do trabalho. Para superar esses problemas, algumas mudanças estruturais (e históricas) parecem necessárias, a fim de obter sindicatos mais representativos e efetivos no Brasil
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Nowadays, there is a growing debate about the role of collective bargaining in Brazilian labour regulation. Nonetheless, is it possible to discuss such a role without debating the collective actors engaged in that bargaining? The answer is probably no, at least with respect to labour actors (unions), which face several problems. There are thousands of unions in Brazil, spread by every economic sector, professional branch and region of the country. At a first glance, this would seem very promising in order to foster a negotiated labour regulation. However, on average, those unions present a fragile constituency, with few workers in their social base, as well as a small affiliation among them. As a result of this frail constituency, unions gather little resources to negotiate new forms of labour regulation. To overcome those problems, some structural (and historical) changes seem necessary, in order to get more representative and effective unions in Brazil.
