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Indicadores mensais de indústria, comércio e serviços : Carta de Conjuntura, Rio de Janeiro, n. 70, jan./mar., 2026

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Resumo

O produto interno bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,1% no quarto trimestre de 2025, na série dessazonalizada, mantendo o ritmo modesto de expansão observado nos dois períodos anteriores. Na comparação com o mesmo trimestre de 2024, a economia avançou 1,8%, encerrando o ano com crescimento de 2,3%. Esses resultados, já antecipados pelo comportamento dos indicadores mensais de atividade econômica ao longo do último trimestre do ano, reforçam o diagnóstico de desaceleração gradual da economia em 2025, em um contexto marcado pelos efeitos defasados da política monetária restritiva sobre os componentes mais sensíveis ao ciclo doméstico. O encarecimento do crédito, a compressão das condições financeiras e a piora de indicadores como o comprometimento da renda com o serviço da dívida e a inadimplência ajudaram a conter o ritmo de expansão do consumo das famílias e, sobretudo, do investimento. Ainda assim, o enfraquecimento da atividade ocorreu de forma gradual e sem ruptura mais aguda, preservando um quadro de desaceleração moderada. Ao mesmo tempo, alguns vetores seguiram atuando como contraponto a esse ambiente de aperto financeiro. O mercado de trabalho permaneceu resiliente, com sustentação do emprego e dos ganhos reais de renda, ao passo que medidas governamentais voltadas à preservação do acesso ao crédito e à sustentação da renda ajudaram a limitar os efeitos contracionistas da política monetária. Em síntese, 2025 terminou com uma economia operando em duas velocidades: de um lado, ramos mais cíclicos perdendo tração; de outro, segmentos mais exógenos e o mercado de trabalho evitando uma desaceleração mais intensa.

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CARVALHO, Leonardo Mello de. Indicadores mensais de indústria, comércio e serviços. Carta de Conjuntura, Rio de Janeiro, n. 70, jan./mar., 2026. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/20531

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Carta de Conjuntura 70

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