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Gestão do conhecimento na administração pública : resultados da pesquisa Ipea 2014 – práticas de gestão do conhecimento

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Texto para Discussão (TD) 2120 : Gestão do conhecimento na administração pública : resultados da pesquisa Ipea 2014 – práticas de gestão do conhecimento, Knowledge management in public administration : resutls of IPEA's 2014 research - knowledge management practices

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Abstract

O propósito deste trabalho é analisar as percepções de gestores quanto ao estágio de implantação e o alcance pretendido dentro da organização de diversas práticas relacionadas à gestão do conhecimento (GC). A coleta de dados foi realizada no período de março a agosto de 2014 junto a 74 organizações da administração pública federal, sendo 67 do Executivo Federal, duas do Legislativo Federal e cinco do Judiciário Federal. A amostra incluiu também cinco órgãos do Ministério Público, o Tribunal de Contas da União e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Além disso, o estudo compara os resultados das pesquisas sobre práticas de gestão do conhecimento na administração pública realizadas pelo Ipea em 2004 e em 2014 para verificar o que mudou no período. Equipes formadas por servidores das áreas de tecnologia da informação, recursos humanos, biblioteca e documentação, gestão de processos, planejamento, áreas finalísticas, entre outras, das organizações pesquisadas responderam ao questionário. A análise dos resultados encontrados permite afirmar, entre outas coisas, que: i) em relação ao estágio de implantação de práticas de gestão do conhecimento nas 81 organizações pesquisadas, é possível identificar três grupos distintos. O primeiro grupo engloba 29 organizações que possuem mais de vinte práticas implantadas; no segundo grupo, temos 28 organizações que implantaram de onze a vinte práticas, e o terceiro compreende 23 organizações que implantaram dez práticas ou menos; ii) é possível constatar que as práticas vinculadas principalmente à tecnologia tendem a ser mais adotadas entre as organizações pesquisadas, enquanto as práticas ligadas a processos tendem a apresentar um nível mais baixo de implantação. As práticas relacionadas predominantemente à gestão de pessoas estão presentes entre as mais implantadas e também entre as menos implantadas, em proporções similares; iii) o alcance é claramente mais amplo nas práticas tecnológicas, em relação às outras duas categorias; iv) as organizações com mais de vinte práticas implantadas, 34% (dez) tiveram resultados (qualitativos ou quantitativos) em 50% ou mais de tais práticas. Trinta e quatro por cento (dez) tiveram resultados em menos de um terço (33%) e 31% (nove) tiveram resultados entre um terço (33%) e a metade (50%) das práticas; e v) na percepção dos respondentes, aparentemente, não há relação entre o grau de externalização e explicitação de GC e a implementação de práticas de GC com efetividade. Para elucidar essa questão, recomenda-se a realização de outra pesquisa, com o intuito de coletar evidências junto às organizações pesquisadas, para comprovar ou não a percepção dos gestores de que teria havido aumento na implementação das práticas de GC e na sua efetividade, mesmo sem avanço significativo na externalização e formalização de GC entre 2004 e 2014. Esta pesquisa permitiu a identificação do estágio de implementação e do alcance de diversas práticas de gestão do conhecimento nas organizações pesquisadas. Pretende-se, em estudos futuros, realizar estudos de caso sobre o porquê e como tais práticas estão sendo implementadas. Isso servirá de orientação para gestores públicos no momento de decidir quais são as iniciativas mais adequadas para enfrentar os problemas e lacunas do conhecimento nas suas organizações.

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