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A Experiência da Embrapa na institucionalização do monitoramento de suas contribuições de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) a políticas públicas (2022-2025)

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2022 - 2025

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Resumo

O capítulo analisa o processo de institucionalização do monitoramento e da gestão das contribuições de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) da Embrapa para as políticas públicas brasileiras entre 2022 e 2025. Diante de pressões externas de órgãos de controle e da crescente demanda por decisões governamentais baseadas em evidências, a Embrapa iniciou uma reestruturação interna a partir de 2018, centralizada na sua Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento (DEPD) a partir de 2022. Para mitigar a fragmentação e a assimetria de informações entre suas 43 Unidades Descentralizadas, a instituição adotou o referencial conceitual de políticas públicas do Ipea e desenvolveu uma tipologia corporativa composta por seis modalidades de contribuição (como subsídios técnico-científicos, desenvolvimento de tecnologias e apoio à implementação). O texto exemplifica o impacto prático dessa atuação por meio de programas consolidados, como o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), o Programa Nacional de Bioinsumos, o Plano ABC+ e a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PNAPO). Ademais, em 2024, foi instituído um Grupo de Trabalho que propôs o Macroprocesso de Gestão das Contribuições da Embrapa a Políticas Públicas (MCEPP), estruturado em cinco etapas que acompanham o ciclo tradicional das políticas públicas. Por fim, as autoras discutem as barreiras persistentes ao projeto — tais como a dificuldade de comprovar o uso efetivo das evidências pelos tomadores de decisão e a falta de integração total entre os sistemas informatizados —, apontando uma agenda de médio prazo focada em capacitação interna, criação de dashboards dinâmicos e desenvolvimento de metodologias rigorosas de mensuração de impacto.

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BUENO, Adriana Mesquita Corrêa; CARMO, Daniela Cristina de Melo. A experiência da Embrapa na institucionalização do monitoramento de suas contribuições de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) a políticas públicas (2022-2025). In: KOGA, Natália Massaco et al. (org.). Políticas públicas informadas por evidências: conhecimentos, arranjos e capacidades para a governança democrática. Rio de Janeiro: Ipea, 2026. p. 421-449. DOI: https://dx.doi.org/10.38116/9786556351001cap13.

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Políticas públicas informadas por evidências : conhecimentos, arranjos e capacidades para a governança democrática
(Ipea, 2026-05) Koga, Natália Massaco; Maurício Mota Saboya Pinheiro; Palotti, Pedro Lucas de Moura; Raissa Menezes de Oliveira; Roberto Rocha Coelho Pires; Érica Rocha dos Santos; Miguel Loureiro; Natália Massaco Koga; Mauricio Mota Saboya Pinheiro; Pedro Lucas de Moura Palotti; Raissa Menezes de Oliveira; Roberto Rocha Coelho Pires; Érica Rocha dos Santos; Miguel Loureiro
Aborda a importância do uso de evidências na formulação, implementação e avaliação de políticas públicas, destacando a necessidade de fortalecer capacidades estatais, instituições e processos decisórios em um contexto de crescente complexidade social e tecnológica. A obra enfatiza que as evidências qualificam o debate público, mas não substituem a deliberação política, sendo fundamental a articulação entre conhecimento técnico, valores públicos e práticas democráticas. Além disso, ressalta o papel do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada na produção de conhecimento aplicado ao aprimoramento das políticas públicas no Brasil. O livro reúne contribuições de diferentes áreas e instituições, consolidando a agenda das políticas públicas informadas por evidências e incentivando uma cultura institucional voltada à aprendizagem, transparência e desenvolvimento democrático.

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