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Os Grandes países periféricos na política externa brasileira

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Abstract

Este artigo focaliza uma das dimensões da reconfiguração da política externa, aquela relacionada à formação de instâncias de coordenação de posições políticas em negociações internacionais com outros grandes países do Sul, os assim denominados Grandes Países Periféricos. Discuti-se os principais objetivos estratégicos e táticos da coordenação de posições negociadoras em fóruns globais com os grandes países periféricos para a política externa. Em seguida, analisa-se a formação de variadas coalizões iniciando com a questão da regulação do comércio no âmbito da Rodada Doha. Examina-se ainda a coordenação no campo financeiro com os países Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (BRICS), quer no Grupo dos 20 (G-20) financeiro, quer no Fundo Monetário Internacional (FMI). O artigo se encerra destacando o novo papel do Brasil e dos demais grandes periféricos na mudança das regras internacionais que lhes são desfavoráveis e sua contribuição para a institucionalização de novos procedimentos internacionais no comércio e nas finanças.

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