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Estimação da desigualdade dentro de estratos no cálculo do índice de Gini e da redundância

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Resumo

Quando se calcula medidas do grau de concentração ou desigualdade para uma distribuição da renda ou da riqueza e dispomos apenas dos dados referentes ao número de elementos em cada extrato e a correspondente renda ou riqueza, surge o problema de estimar a desigualdade dentro dos extratos. O cálculo de medidas de concentração desprezando a desigualdade dentro dos extratos pode levar a uma séria subestimação do grau de desigualdade real. Será apresentado aqui um método geral de estimar a desigualdade dentro dos extratos quando se calcula o índice de Gini ou a redundância. Para os extratos com limites finitos, pressupomos que a distribuição dentro do extrato tem função de densidade linear e dentro do extrato de rendas mais altas, quando ele é aberto à direita, pressupomos que a distribuição é a de Pareto com dois parâmetros. Também é analisado um outro método, baseado na obtenção de um limite inferior (admitindo perfeita igualdade dentro dos extratos) e de um limite superior (supondo um máximo de desigualdade dentro dos extratos) para o valor do índice de Gini ou da redundância.

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