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O perfil dos exportadores industriais brasileiros para a China

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Texto para Discussão (TD) 1091: O perfil dos exportadores industriais brasileiros para a China, The profile of the Brazilian industrial exports to China

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Resumo

Aproximadamente metade das exportações brasileiras dirigidas ao mercado chinês são formadas por produtos agrícolas e extrativistas. Mesmo nas exportações da indústria de transformação, é muito grande a participação de produtos de menor valor agregado, como commodities e produtos de baixa intensidade tecnológica. A pauta de exportações para a China é, portanto, muito menos intensiva em tecnologia que são as exportações totais do Brasil. A partir desse quadro, este trabalho procura traçar um perfil tecnológico e competitivo das firmas industriais brasileiras que vendem seus produtos para o mercado chinês, a fim de explicar as razões do baixo valor agregado desses produtos. Nota-se que as firmas industriais inseridas no mercado chinês são, em média, mais competitivas, eficientes e inovadoras que o conjunto das firmas exportadoras brasileiras. Conclui-se, portanto, que o baixo valor agregado da pauta de exportações do Brasil para a China deve-se a outros fatores que não a pouca competitividade das firmas brasileiras inseridas naquele mercado.

Resumo traduzido

About half of the Brazilian exportations to the Chinese market are primary products. Even in the manufactured products, the share of low added value products – as commodities and products of low technological intensity – is very great. Therefore, the structure of Brazilian exports to China is much less technological intensive that the structure of total Brazilian exports. So, this paper looks to trace a technological and competitive profile of the Brazilian industrial firms that sell its products in the Chinese market, in order to explain the reasons of the low value added of these products. It is noticed that the Brazilian industrial firms that export to China are more competitive, efficient and innovative that the rest of Brazilian exporting firms. One concludes, therefore, that the low aggregate value of the structure of exports to China is due to other factors that not to little competitiveness of the Brazilian firms in the Chinese market.

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