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Sobre a taxa de câmbio : um adendo ao artigo de Pastore-Barros-Kadota

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Resumo

Este estudo trata de artigo recente publicado nesta revista, onde Pastore, Barros e Kadota (PBK) argumentaram que a taxa de câmbio do cruzeiro se tornou supervalorizada em 1974. Embora qualificando a estimativa, esses autores sugerem que a taxa de câmbio do cruzeiro (em relação a uma média ponderada de oito moedas dos principais parceiros comerciais do País) deveria ser 64% mais alta que seu valor observado em 1974 para garantir o equilíbrio das contas externas do País. No que se segue, utilizando uma reformulação do modelo de PBK e estimativas empíricas de Lemgruber, arguimos que tal conclusão é incorreta. Se acreditarmos no modelo de PBK e nos parâmetros de Lemgruber, somente poderemos concluir que a desvalorização cambial adotada em 1974 foi adequada para a situação enfrentada pelo País naquele ano. A conclusão tentativa é de que a deterioração do balanço de pagamentos a partir de 1974 não deve ser atribuída ao manejo da política cambial do País.

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