Publicação: Apuntes para una agenda de integración energética latinoamericana y caribeña de largo plazo
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Subsídios para uma agenda de integração energética latino-americana e caribenha de longo prazo, Notes for a long-term Latin American and Caribbean energy integration agenda
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Resumo
América Latina y el Caribe tiene una historia concreta de integración energética. Itaipú, Yacyretá, Salto Grande, el gasoducto Bolivia-Brasil, el Mercado Eléctrico Regional (MER) centroamericano, entre otros. Son proyectos que existen, funcionan y generan beneficios distribuidos entre países desde hace décadas. Esa historia, más allá de los debates institucionales que la acompañaron, es el punto de partida de este artículo. La región conoció saltos discretos en el proceso de integración energética en dos etapas con lógicas distintas. Antes de los años 1990, fueron fundamentalmente los Estados los que llevaron adelante los grandes emprendimientos binacionales, sobre todo a partir de recursos hídricos compartidos. Después de la liberalización, fueron actores privados y acuerdos regulatorios los que habilitaron nuevas formas de integración (gasoductos, intercambios comerciales de electricidad) con una lógica diferente pero con resultados igualmente concretos. Hoy la región enfrenta un nuevo contexto: la transición energética y el cambio en la dotación de recursos energéticos (Vaca Muerta en Argentina, incremento de la producción de gas en Brasil, el crecimiento del recurso solar y eólico etc.) redefine las condiciones de posibilidad de la integración, amplía la escala de los beneficios potenciales y plantea nuevos desafíos conceptuales a resolver. Los estudios más recientes estiman que una integración coordinada a escala regional podría generar ahorros sistémicos de entre US$ 14.700 y 22.800 millones anuales (Wessel et al., 2025) y en el largo plazo podrían alcanzar entre US$ 25.000 y 30.000 millones anuales (Blanco et al., 2025). La pregunta relevante no es si integrar, sino cómo hacerlo de manera que capture los beneficios de la interconexión y, a su vez, maximice la nueva dotación de recursos en el contexto actual, permitiendo acelerar la transición energética, reducir precios, aumentar la cobertura y el acceso y mejorar la calidad del suministro, entre otros.
Resumo traduzido
A América Latina e o Caribe possuem uma trajetória consolidada de integração energética. Projetos como Itaipu, Yacyretá e Salto Grande, o gasoduto Bolívia-Brasil e o Mercado Elétrico Regional (MER) da América Central evidenciam uma experiência duradoura de cooperação transfronteiriça, com benefícios concretos e compartilhados entre os países. Para além dos debates institucionais que acompanharam esses processos, essa trajetória constitui o ponto de partida deste artigo. O processo de integração na região ocorreu em etapas distintas, orientadas por lógicas institucionais diferentes. Antes da década de 1990, os Estados nacionais desempenharam um papel central na promoção de grandes projetos binacionais, sobretudo associados ao aproveitamento de recursos hídricos compartilhados. Com a liberalização dos mercados, atores privados e arranjos regulatórios viabilizaram novas formas de integração, como gasodutos e intercâmbios de eletricidade, introduzindo uma lógica distinta, ainda que com resultados igualmente concretos. O contexto atual é marcado pela transição energética e por mudanças na dotação de recursos, incluindo a expansão do gás não convencional, o aumento da produção em países-chave e o crescimento acelerado do potencial solar e eólico. Essas transformações redefinem as condições de integração, ampliam a escala dos benefícios potenciais e colocam novos desafios conceituais e institucionais. Estimativas recentes indicam que uma integração regional coordenada pode gerar economias sistêmicas anuais entre US$ 14,7 bilhões e US$ 22,8 bilhões, podendo alcançar entre US$ 25 bilhões e US$ 30 bilhões no longo prazo. A questão central, portanto, não é se integrar, mas como fazê-lo de modo a capturar os benefícios da interconexão e, ao mesmo tempo, aproveitar plenamente a nova configuração de recursos para acelerar a transição energética, reduzir custos, ampliar o acesso e melhorar a qualidade do fornecimento.
Latin America and the Caribbean have a well-established track record of energy integration. Large-scale projects such as Itaipu, Yacyretá and Salto Grande, the Bolivia–Brazil gas pipeline, and the Central American Regional Electricity Market (MER) illustrate a long-standing experience of cross-border cooperation, delivering tangible and sustained benefits across countries. Beyond the institutional debates that have accompanied these initiatives, this trajectory provides the starting point for the present analysis. The region has experienced distinct phases in its integration process, each driven by different institutional logics. Prior to the 1990s, national governments played a central role in promoting binational infrastructure, particularly around shared hydropower resources. Following market liberalization, private actors and regulatory arrangements enabled new forms of integration –such as gas pipelines and cross-border electricity trade – introducing a different operational logic while maintaining concrete outcomes. The current context is defined by the energy transition and shifts in the regional resource endowment, including the expansion of unconventional gas, increased production in key countries, and the rapid growth of solar and wind potential. These changes reshape the conditions for integration, expanding the scale of potential gains while raising new conceptual and institutional challenges. Recent estimates suggest that coordinated regional integration could generate annual system-wide savings ranging from USD 14.7 to 22.8 billion, potentially reaching USD 25 to 30 billion in the long term. The key issue is therefore not whether to integrate, but how to do so in a way that captures the benefits of interconnection while fully leveraging the region’s evolving resource base to accelerate the energy transition, reduce costs, expand access, and improve the quality of supply.
Latin America and the Caribbean have a well-established track record of energy integration. Large-scale projects such as Itaipu, Yacyretá and Salto Grande, the Bolivia–Brazil gas pipeline, and the Central American Regional Electricity Market (MER) illustrate a long-standing experience of cross-border cooperation, delivering tangible and sustained benefits across countries. Beyond the institutional debates that have accompanied these initiatives, this trajectory provides the starting point for the present analysis. The region has experienced distinct phases in its integration process, each driven by different institutional logics. Prior to the 1990s, national governments played a central role in promoting binational infrastructure, particularly around shared hydropower resources. Following market liberalization, private actors and regulatory arrangements enabled new forms of integration –such as gas pipelines and cross-border electricity trade – introducing a different operational logic while maintaining concrete outcomes. The current context is defined by the energy transition and shifts in the regional resource endowment, including the expansion of unconventional gas, increased production in key countries, and the rapid growth of solar and wind potential. These changes reshape the conditions for integration, expanding the scale of potential gains while raising new conceptual and institutional challenges. Recent estimates suggest that coordinated regional integration could generate annual system-wide savings ranging from USD 14.7 to 22.8 billion, potentially reaching USD 25 to 30 billion in the long term. The key issue is therefore not whether to integrate, but how to do so in a way that captures the benefits of interconnection while fully leveraging the region’s evolving resource base to accelerate the energy transition, reduce costs, expand access, and improve the quality of supply.
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Palavras-chave traduzidas
Integração energética regional, Transição energética, Mercados regionais de energia, Convergência regulatória, Planejamento energético, Regional energy integration, Energy transition, Regional energy markets, Regulatory convergence, energy planning
JEL
F15 Economic Integration
Q48 Government Policy
Q40 General
Citação
MAIULINI, Guido; KIPER, Esteban; ZIMMERMANN, Iván. Apuntes para una agenda de integración energética latinoamericana y caribeña de largo plazo. Tempo do Mundo. Brasília, n. 40, p. 263-290, abr. 2026. DOI: http://dx.doi.org/10.38116/rtm40art9
