Publicação: Governança supranacional : um desafio para a construção de estados resilientes e da paz
Carregando...
Paginação
Primeira página
Última página
Data
Data de publicação
Data da Série
Data do evento
Data
Data de defesa
Data
Edição
Idioma
por
Cobertura espacial
Cobertura temporal
País
BR
organization.page.location.country
Tipo de evento
Tipo
Grau Acadêmico
Fonte original
ISBN
ISSN
DOI
dARK
item.page.project.ID
item.page.project.productID
Detentor dos direitos autorais
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Acesso à informação
Acesso Aberto
Termos de uso
É permitida a reprodução deste texto e dos dados nele contidos, desde que citada a fonte. Reproduções para fins comerciais são proibidas.
Titulo alternativo
Supra-national governance : a challange to building resilient states and peace
item.page.organization.alternative
Variações no nome completo
Autor(a)
Orientador(a)
Editor(a)
Organizador(a)
Coordenador(a)
item.page.organization.manager
Outras autorias
Palestrante/Mediador(a)/Debatedor(a)
Coodenador do Projeto
Resumo
Em lugares problemáticos, o trabalho vital de construção da paz e de Estados resilientes continua sendo desfeito pela fraca e distorcida governança em âmbito supranacional. Fluxos transnacionais de armas, narcóticos, pessoas, mercadorias perigosas e especialmente dinheiro influenciam decisivamente quem recebe o que, quando e como. A má distribuição de riqueza e de poder resultante pode mutilar as capacidades do Estado, corromper a política, deslegitimar lideranças e alimentar conflitos destrutivos. No entanto, apesar da alta prioridade dada aos Estados frágeis, as abordagens ocidentais e multilaterais não estão tomando estas questões inteiramente em consideração. Como resultado, há uma falta de coerência e de eficácia nos esforços de construção da paz e do Estado, os quais podem ser, inclusive, contraproducentes. Este artigo discute a governança e a autoridade pública supranacional em cinco áreas temáticas: i) sistemas financeiros; ii) segurança e armas de pequeno calibre; iii) migração; iv) indústrias extrativistas; e v) mercadorias nocivas. O controle público em todas as cinco é fraco, apesar de algumas iniciativas em governança supranacional apresentarem resultados promissores. Para cada área temática, o artigo delineia os atuais sistemas ou “regimes jurídicos” internacionais de regras e sua aplicação, os interesses que os orientam ou bloqueiam, e os déficits resultantes na supervisão democrática, na coerência e no cumprimento. Em todas as áreas temáticas, os problemas se manifestam de forma complexa e variam de acordo com o contexto. Para abordá-los, não há padrões disponíveis; deve-se prestar atenção aos contextos específicos e à elaboração de abordagens para adequá-los à situação. Ao mesmo tempo, um estudo comparativo mais detalhado pode produzir denominadores comuns e regras gerais. O artigo identifica alguns fatores comuns na governança supranacional que podem agravar a fragilidade do Estado ou melhorar sua resiliência. Uma questão que merece especial atenção é a atual arquitetura financeira global – fator central em todas as cinco áreas temáticas. O artigo conclui sugerindo modos pelos quais a autoridade pública supranacional pode ser mais bem desenvolvida, a fim de promover a resiliência do Estado e a construção da paz.
Resumo traduzido
In troubled places, the vital work of building peace and resilient states continues being undone by weak and distorted governance at supra-national levels. Transnational flows of weapons, narcotics, people, hazardous goods and especially money, decisively influence who gets what, when and how. Resulting mal-distributions of power and wealth can cripple state capacities, corrupt politics, delegitimize leadership and feed destructive conflict. Yet despite the high priority they give to fragile states, Western and multilateral approaches are failing to take these issues fully into account. As a result, peacebuilding and statebuilding efforts lack coherence and effectiveness; they can even be counter-productive. This paper discusses supra-national governance and public authority in five issue areas: financial systems, security/small arms, migration, extractive industries and obnoxious goods. Public control in all five is weak, although a few initiatives in supra-national governance are showing promise. For each issue area, the paper outlines existing international rule-and-enforcement systems or ‘regimes’, the interests steering or blocking them, and the resulting deficits in democratic supervision, coherence and compliance. In all issue areas, problems manifest themselves in complex ways, and vary according to context. In addressing them, no blueprints are at hand; indeed attention must be paid to specific settings and to crafting approaches to fit them. At the same time, closer comparative study can yield common denominators and rules-of-thumb. The paper identifies some common factors in supra-national governance that can worsen state fragility or improve state resilience. One meriting particular attention is today’s global financial architecture -- a central factor in all five issue areas. The paper concludes by suggesting ways in which supra-national public authority may be better developed in order to promote state resilience and peacebuilding.
