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O Legislativo na alocação do orçamento : entre regras formais e práticas informais

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Resumo

O relatório analisa como reformas que restringem formalmente os poderes orçamentários do Legislativo podem estimular o surgimento de mecanismos informais de influência sobre a alocação de recursos públicos. Com base em uma abordagem teórica sobre delegação orçamentária, problema de recurso comum e instituições informais, o estudo compara os casos do Equador, da Colômbia e do Chile, complementando a análise com dados de 124 democracias e de 18 democracias presidenciais latino-americanas. Os resultados indicam que, quando as restrições formais entram em conflito com os incentivos políticos dos parlamentares, tendem a emergir arranjos alternativos de alocação, como as coaliciones fantasma no Equador, os cupos indicativos na Colômbia e as glosas presupuestarias no Chile. Esses mecanismos preservam a influência parlamentar sobre o gasto público sem alterar formalmente as normas constitucionais, porém operam com menor transparência e controle institucional. O estudo conclui que reformas orçamentárias baseadas exclusivamente na redução dos poderes formais do Legislativo tendem a ser contornadas e que a efetividade dessas reformas depende da compatibilidade entre o desenho institucional e os incentivos que orientam o comportamento dos parlamentares.

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SANTOS, Manoel Leonardo; ALMEIDA, Acir. O legislativo na alocação do orçamento: entre regras formais e práticas informais. Brasília, DF: Ipea, 2026. (Relatório de Pesquisa). Publicação expressa. Dísponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/20786

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O Ipea informa que este texto é uma publicação preliminar e, portanto, não foi objeto de padronização, revisão textual ou diagramação pelo Editorial e será substituído pela sua versão final uma vez que o processo de editoração seja concluído.

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