Publicação: Políticas de cotas não raciais aumentam a admissão de pretos e de pardos na universidade?
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Do colorblind policies increase the admission of pretos and pardos at the university in Brazil?, Políticas de cuotas raciales aumentan el ingreso de pretos y pardos en la universidad?, Des politiques de discrimination positive ignorant le critère racial augmentent-elles l'admission des pretos et pardos à l'université au Brésil?
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Resumo
Se, por um lado, ninguém negaria o deficit de oportunidades sociais à disposição de negros, indígenas e outras minorias, nem a contribuição involuntária do tradicional sistema de admissão à universidade à manutenção de tal deficit, por outro lado, falta consenso acerca da legitimidade de políticas explicitamente raciais. Diante disso, torna-se oportuno verificar em que medida regras de admissão que ignorassem o parâmetro cor/raça como critério de admissão teriam como efeito beneficiar, indiretamente, determinados grupos raciais desfavorecidos – este é justamente o principal objetivo deste artigo. Apoiando-se na rica base de dados do vestibular de 2010 da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, foram feitas simulações do corpo de classificados sob diferentes regras de admissão (com base na teoria de John Roemer), com detalhamento para cursos de alto e baixo prestígio, bem como análise de beneficiados/prejudicados. Os resultados são ambivalentes, ao mostrar que uma política que ignore o parâmetro racial é capaz de aumentar a proporção dos autodeclarados pretos, porém estes estariam sobrerrepresentados em cursos de baixo prestígio e sub-representados nos de alto prestígio. Ademais, pardos permaneceriam sub-representados em todas as simulações, de modo agregado e por nível de prestígio. Seu grau de identificação com a categoria negros é variável-chave para se julgar a atratividade de diferentes políticas de reservas de vagas.
Resumo traduzido
If, on the one hand, it is undeniable that blacks, Indians and other minorities are faced with a deficit of opportunities in Brazil, and that the traditional system of admission to universities involuntarily contributes to maintaining such deficit, on the other hand, there is no consensus on the legitimacy of racially-based policies. Therefore, it is appropriate to examine the extent to which admission rules that ignore the parameter race as a criterion for admission would benefit certain disadvantaged racial groups – this is the main purpose of this article. Relying on a rich database from the 2010 entrance exam of Universidade Estadual do Rio de Janeiro, simulations were made under different admission rules (based on John Roemer’s theory), with separate analyses according to levels of prestige of courses, as well as analyses of candidates that would be benefited or harmed by each policy. Results are ambiguous, suggesting that a policy that ignores the racial parameter could increase the proportion of self-identified blacks, but they would be overrepresented in low prestige courses and underrepresented in high prestige ones. Moreover, self-declared pardos (mixed) remain underrepresented in every simulation, in aggregate terms or by level of prestige. The degree with which pardos identify themselves with category negros is a key variable when it comes to judging upon the relative attractiveness of different affirmative action policies.
