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Análise do mercado de trabalho : Mercado de Trabalho n.26 – fev. 2005

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Resumo

O mercado de trabalho mostrou uma evolução bastante positiva em 2004, com aumento do nível de ocupação, ampliação na criação de vagas com carteira assinada e queda da taxa de desemprego. Essa evolução, no entanto, se mostra diferenciada quando se compara o que ocorreu no primeiro semestre e o desempenho que houve na segunda metade do ano. No início de 2004, o mercado de trabalho apenas começava a esboçar os primeiros sinais de recuperação, depois de ter atravessado os piores momentos da política fortemente contracionista que precisou ser posta em prática em 2003; já no segundo semestre, a continuação de uma demanda maior por mão-de-obra levou a sucessivas quedas da taxa de desemprego e a uma melhoria gradual dos rendimentos reais, que passaram a registrar resultados positivos nas comparações com os mesmos meses de 2003. Em relação ao nível de ocupação, a criação de 646 mil postos de trabalho foi resultado da variação positiva consecutiva em 11 dos 12 meses de 2004 [maior período contínuo de criação de vagas desde o início da nova Pesquisa Mensal de Emprego (PME)], com uma diferença muito nítida de comportamento ao longo do ano: enquanto no primeiro semestre houve criação de apenas 68,7 mil vagas, crescimento de 0,4% em relação ao nível de dezembro anterior, no segundo semestre o número de novas vagas passou para 393 mil, ou seja, uma variação de 3,0% sobre o resultado de junho. Com isso, o crescimento da ocupação nos 12 meses de 2004 ficou em 3,4% (dezembro de 2004 contra dezembro de 2003), enquanto na média anual houve uma variação de 3,2% sobre o resultado de 2003.

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INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA. Análise do mercado de trabalho. Mercado de Trabalho: Conjuntura e Análise. Brasília, v. 10, n. 26, p. 31-40, fev. 2005. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/18813

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