Publication: Crise, mudanças estruturais, precariado e classes sociais
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Speaker / Moderator / Discussant
Abstract
Discute a origem, a evolução e as diferentes interpretações teóricas do conceito de precariado, relacionando-o às transformações estruturais do capitalismo ocorridas desde a crise econômica dos anos 1970. Os autores mostram que o enfraquecimento do modelo fordista, a expansão das políticas neoliberais, a globalização, a financeirização da economia e a reestruturação produtiva provocaram mudanças profundas no mercado de trabalho, com aumento da flexibilização, da informalidade, da terceirização e da insegurança ocupacional. O texto analisa as contribuições de autores como Robert Castel, Guy Standing, Ruy Braga e Giovanni Alves, destacando suas convergências e divergências acerca da natureza do precariado. Enquanto Standing o define como uma nova classe social caracterizada pela instabilidade ocupacional, insegurança econômica e perda de direitos, Braga e Alves o interpretam como uma fração ou camada precarizada do proletariado. O capítulo também examina os impactos dessas transformações sobre a estrutura de classes, a cidadania social, a representação política e as condições de vida dos trabalhadores, indicando como os processos de precarização afetam especialmente jovens escolarizados, trabalhadores informais e ocupações flexíveis. Conclui-se que a compreensão do precariado exige considerar as especificidades históricas, institucionais e ocupacionais de cada sociedade, sendo fundamental para o desenvolvimento de pesquisas, políticas públicas e estratégias de proteção social voltadas ao mundo do trabalho contemporâneo
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CACCIAMALI, Maria Cristina; VIANA, André Rego. Crise, mudanças estruturais, precariado e classes sociais. In: VIANA, André Rego (org.). Mudança social e dinâmica econômica no setor de serviços no Brasil no século XXI. Brasília: Ipea, 2026. p. 367-382. DOI: https://dx.doi.org/10.38116/978-65-5635-101-8/cap7.
