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Programa de Desenvolvimento de Áreas Integradas do Nordeste – Polonordeste

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Resumo

Apresenta e avalia a concepção, os objetivos, a estratégia de implementação e os resultados do Polonordeste como instrumento de política pública voltado à promoção do desenvolvimento rural integrado no Nordeste brasileiro. O texto analisa a lógica de atuação territorial do programa, baseada na seleção de áreas prioritárias e na integração de ações produtivas, fundiárias, de infraestrutura econômica e social, assistência técnica e crédito rural. São examinados os arranjos institucionais, os mecanismos de coordenação intergovernamental e os limites operacionais que condicionaram sua execução, destacando-se problemas de centralização decisória, fragmentação administrativa e limitada participação dos beneficiários. A análise evidencia que, apesar de avanços pontuais, o Polonordeste apresentou resultados aquém do esperado, sobretudo no que se refere à redução das desigualdades sociais e ao fortalecimento sustentável da agricultura familiar, apontando a necessidade de revisão das estratégias de desenvolvimento regional integrado.

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ARAÚJO FILHO, Acúcio Alencar et al. Programa de Desenvolvimento de Áreas Integradas do Nordeste – Polonordeste. In: INSTITUTO DE PLANEJAMENTO ECONÔMICO E SOCIAL; SUPERINTENDÊNCIA DO DESENVOLVIMENTO DO NORDESTE. Avaliação do Polonordeste e do Projeto Sertanejo. Brasília: Ipea; Recife: Sudene, 1987. (Projeto Nordeste, 15). p. 11–208. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/20430

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(Ipea, 1985) Instituto de Planejamento Econômico e Social; Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste; Instituto de Planejamento Econômico e Social; Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste
A origem e concepção do Programa de Desenvolvimento de Áreas Integradas do Nordeste (POLONORDESTE) remontam à constatação, reforçada pela seca de 1970, de que o subdesenvolvimento da região nordestina tinha causas estruturais profundas, conforme apontado pelo GTDN em 1959, e não se devia apenas a fatores ecológicos. Com base nessa compreensão, o governo encomendou em 1972 um estudo ao consórcio SCET-CSIRAC para elaborar um programa de desenvolvimento rural integrado, dividido em quatro fases, mas que foi interrompido antes da conclusão. Ainda assim, o governo decidiu antecipar-se, e, por meio do Decreto nº 74.794/1974, instituiu o POLONORDESTE, alinhado ao II Plano Nacional de Desenvolvimento, com a proposta de promover um crescimento auto-sustentado para o Nordeste. O programa adotou um novo enfoque de desenvolvimento rural integrado, que considerava de forma simultânea os aspectos físicos, econômicos, sociais, organizacionais e políticos das zonas rurais, buscando integrar agricultura, indústria e serviços, além de coordenar ações entre diferentes níveis de governo e instituições. Embora de difícil execução, o modelo era visto como o mais apropriado para promover um desenvolvimento abrangente e duradouro, com foco na valorização das pequenas propriedades familiares, infraestrutura básica e acesso a serviços essenciais, visando à melhoria da renda e das condições de vida dos produtores rurais.

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