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Desigualdade de cobertura : a evolução recente do acesso a uma renda mínima via sistema de proteção social

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Resumo

Examina a evolução do acesso da população brasileira a algum tipo de renda mínima – previdenciária ou assistencial – entre 1995 e 2005, utilizando dados da PNAD para comparar diferentes faixas etárias e situações ocupacionais. Os autores destacam que o sistema de proteção social brasileiro permanece fortemente vinculado à inserção no mercado de trabalho, o que cria barreiras tanto para trabalhadores informais quanto para famílias pobres, produzindo desigualdades persistentes no acesso à renda. Enquanto idosos conquistaram ampla proteção ao longo da década, em grande parte devido à expansão do BPC e ao fortalecimento do piso previdenciário, crianças e jovens continuam sendo o grupo mais desprotegido, revelando falhas de focalização e insuficiência na abrangência dos programas assistenciais. O estudo também evidencia que a elevação das transferências monetárias após 2003 contribuiu de forma decisiva para reduzir a pobreza, apesar de a cobertura previdenciária ter permanecido praticamente estagnada. O capítulo conclui defendendo melhorias no modelo de proteção, incluindo mecanismos mais inclusivos e preventivos, capazes de reduzir a vulnerabilidade sem depender exclusivamente da contribuição laboral formal.

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LAVINAS, Lena; MATIJASCIC, Milko; NICOLL, Marcelo. Desigualdade de cobertura: a evolução recente do acesso a uma renda mínima via sistema de proteção social. In: BARROS, Ricardo Paes de; FOGUEL, Miguel Nathan; ULYSSEA, Gabriel (org.). Desigualdade de renda no Brasil: uma análise da queda recente. Brasília: Ipea, 2007. v. 2. p. 147-177. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/20042

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Desigualdade de renda no Brasil : uma análise da queda recente : volume 2
(Ipea, 2007) Barros, Ricardo Paes de; Foguel, Miguel Nathan; Ulyssea, Gabriel; Ricardo Paes de Barros; Miguel Nathan Foguel; Gabriel Ulyssea
Reúne estudos voltados para estimar a magnitude da queda recente na desigualdade e suas consequências sobre as condições de vida da população mais pobre; e aqueles cujo objetivo é identificar os principais fatores determinantes por trás desse movimento. Analisa, em detalhes, as transformações por que passaram os diversos tipos de transferências governamentais, principalmente as pensões e as aposentadorias, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o Programa Bolsa Família (PBF). Trata dos fatores responsáveis pelas transformações na distribuição dos rendimentos do trabalho. Avalia o papel da educação e da experiência potencial dos trabalhadores no mercado de trabalho para a redução da desigualdade de renda. Trata do mercado de trabalho como gerador de desigualdade. A análise é centrada nos papéis desempenhados pela discriminação de gênero e de cor, bem como por três tipos de segmentação: setorial, formal-informal e espacial. Aborda os efeitos do salário mínimo sobre a desigualdade de renda por meio das remunerações pagas no mercado de trabalho, assim como das transferências governamentais a ele vinculadas, visando contribuir para o aprimoramento das políticas públicas e, dessa forma, acelerar o processo de redução da extrema desigualdade de renda que ainda prevalece no País.

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