Publicação: Perverse subsidies, international trade and the environment
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Resumo
A teoria econômica clássica do comércio internacional avalia o livre comércio de forma favorável, pois é considerado que faz uso pleno ou ótimo das vantagens comparativas existentes. Outro ramo da economia, a teoria do bem-estar, nos ensina que o comércio internacional regido por preços que não levam em conta os efeitos externos levará apenas a uma alocação internacional subótima de atividades e bens, bem como a uma distribuição de renda internacional subótima associada. Nesse contexto, a relação entre o comércio internacional e a política ambiental será examinada neste artigo. A discussão sobre se as medidas comerciais podem desempenhar um papel útil como substituto ou complemento às medidas ambientais tornou-se vaga, pois é muito difícil determinar quais são os preços "corretos" por duas razões. Primeiramente, os preços de muitas commodities comercializadas internacionalmente estão incorretos porque os efeitos ambientais externos não são incorporados. Em segundo lugar, muitos preços estão distorcidos em relação ao "preço competitivo determinado pelo mercado privado" devido a subsídios. Neste artigo, analisamos a relação entre subsídios perversos e comércio internacional, e seu impacto na degradação ambiental. Muitos dos US$ 950 bilhões em subsídios governamentais globais têm efeitos perversos. Em particular, os subsídios aos produtores mostram-se distorcivos ao comércio e prejudiciais ao meio ambiente. Com o objetivo de eliminar ou pelo menos reduzir esses subsídios, algumas propostas de políticas breves são apresentadas.
Resumo traduzido
The classic economic theory of international trade evaluates free trade favorably, as it is considered to make full or optimal use of existing comparative advantages. Another branch of economics, welfare theory, teaches us that international trade governed by prices that do not take external effects into account will only lead to a suboptimal international allocation of activities and commodities, and an associated suboptimal international income distribution. Against this background, the relationship between international trade and environmental policy will be examined in this paper. The discussion of whether trade measures can fulfill a useful role as either a replacement for or a complement to environmental measures has become a fuzzy one, as it is very hard to determine what "correct" prices are for two reasons. Firstly, the prices of many internationally traded commodities are incorrect because external environmental effects are not incorporated. Secondly, many prices are distorted away from the "private market-determined competitive price" due to subsidies. In this paper, we analyze the relationship between perverse subsidies and international trade, and their impact on environmental degradation. Many of the global $950 billion in government subsidies have perverse effects. In particular, producer subsidies turn out to be trade-distorting and environmentally harmful. With the aim of eliminating or at least reducing these subsidies, some brief policy proposals are presented.
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VAN BEERS, Cees; MOOR, André de. Perverse subsidies, international trade and the environment. Planejamento e Políticas Públicas, Brasília, n. 18, p. 49-68, jul./dez. 1998. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/16503
