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Sobre medições de renda a partir dos Censos e das Contas Nacionais no Brasil

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Resumo

Este trabalho tem como propósito discutir as implicações, para as medidas de pobreza e desigualdade, das diferenças observadas entre medidas de renda que utilizam dados do Censo Demográfico (IBGE) e medidas de renda elaboradas para as Contas Nacionais (FGV). As diferenças sistemáticas - tão maiores quanto maior o nível de renda médio das 87 áreas comparáveis que cobrem o País - sugerem que a renda monetária estimada com base no Censo reflete adequadamente a renda das camadas mais pobres, mas não avalia corretamente a renda das camadas mais ricas e, desta forma, subestima a desigualdade. O trabalho discute criticamente esta hipótese, procurando estudar três condições que a rejeitariam: as duas primeiras exigem trabalho adicional sobre a metodologia da contabilidade nacional no Brasil; e a terceira não rejeita a hipótese de que o Censo mede adequadamente a renda dos mais pobres e subestima a desigualdade na distribuição da renda no Brasil.

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