Publicação: Os Cinco réis das esferas
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Resumo
O Real, nossa nova unidade monetária instituída em julho do ano passado, está completando seu primeiro aniversário. As respectivas questões de política pública, que afetam o cotidiano das pessoas, naturalmente requerem atenção primordial. Contudo, neste artigo, não pretendo explorar essa vertente da administração para celebrar a nova moeda brasileira. De forma diferente, historiografia e semântica são os campos de investigação aqui escolhidos, pois busco tratar das origens antigas do real português e do aparecimento dos réis, como antecessores do real brasileiro. Este artigo, portanto, faz uma incursão que busca descobrir raízes, conferindo um sentido de tradição à atual denominação da nossa moeda nacional, ao mesmo tempo em que tenta reparar uma perda de memória histórica relacionada ao meio circulante do passado. O nome Real já era cogitado no segundo semestre de 1989, quando uma nova reforma monetária parecia iminente. No entanto, essa não foi a primeira vez que se propôs adotar essa designação no Brasil. Em 1891, um projeto de lei apresentado no Senado sugeria denominar-se real a unidade monetária que então se buscava instituir — presumindo-se, naquela oportunidade, que o real já constituía uma "moeda de conta" brasileira, embora não fosse declarado formalmente, uma vez que seu múltiplo e plural seriam os réis. A lei, portanto, visava confirmar algo já existente, por assim dizer. Uma grande confusão, cujas origens são mais remotas. Este estudo parte das definições e verbetes atuais apresentados em diversos dicionários para as palavras real, réis e mil-réis, investigando suas respectivas origens e usos ao longo da história, nos registros de valores monetários empregados no comércio, na administração pública e no meio circulante. Com interesse particular no Brasil, a investigação busca fundamentos tanto na documentação e literatura especializada brasileira, quanto em documentos portugueses e anotações de estudiosos portugueses. Assim, examinam-se textos arcaicos e antigos, construindo-se uma descrição das origens e evolução dos reais e dos réis desde o século XIII, passando pelo período imperial e chegando ao surgimento do mil-réis na fase republicana. As conclusões, resumidas em três definições experimentais, propõem uma reconsideração de ideias há muito arraigadas entre nós, que levaram diversos dicionários didáticos a apresentar verbetes incorretos ou enganosos sobre essas palavras. O estudo mostra que o real foi, no passado, não uma moeda ideal ou de conta brasileira, como alegam algumas explicações, mas uma moeda efetiva do meio circulante português, que nunca chegou a ser utilizada no Brasil; que a palavra réis, empregada por algum tempo como sinônimo de reais, mas não como plural de real, era uma designação genérica de valor, com origem etimológica na palavra latina "res"; e que o mil-réis jamais constituiu uma unidade monetária brasileira, ao contrário do que supõem alguns autores da nossa literatura especializada, sendo apenas um abuso de linguagem ou um coloquialismo, decorrente do ambiente inflacionário no início da República.
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ALMEIDA, Wandeliy Manso de. Os Cinco réis das esferas. Planejamento e Políticas Públicas, Brasília, n. 11, p. 237-295, jul./dez., 1994. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/16055
