Publicação: A Difusão de ideias, instrumentos e práticas regulatórias na América Latina
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1996-2026
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BR
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Resumo
O capítulo analisa a difusão de ideias, instrumentos e práticas regulatórias na América Latina, destacando a formação e consolidação do Estado regulador na região a partir das décadas de 1980 e 1990. O texto demonstra que a expansão das agências reguladoras independentes esteve associada aos processos de privatização, liberalização econômica, modernização administrativa e democratização dos países latino-americanos. A pesquisa examina como organismos internacionais, especialmente a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e o Banco Mundial, influenciaram a disseminação de modelos regulatórios, instrumentos de governança e práticas de melhoria regulatória, como a Análise de Impacto Regulatório (AIR), transparência, participação social e coordenação institucional. O capítulo também aborda os mecanismos de transferência e adaptação de políticas regulatórias, evidenciando que a difusão não ocorre de forma linear, mas por meio de processos de aprendizado, indução institucional, tradução local e resistência burocrática. A análise comparativa dos casos de Chile, México e Colômbia demonstra que cada país desenvolveu trajetórias regulatórias próprias, condicionadas por fatores políticos, econômicos e institucionais específicos. O estudo conclui que a regulação latino-americana resulta da interação entre influências transnacionais e dinâmicas domésticas, produzindo modelos híbridos de governança regulatória voltados à busca de legitimidade, eficiência estatal e inserção internacional.
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OLIVEIRA, Osmany Porto de. A Difusão de ideias, instrumentos e práticas regulatórias na América Latina. In: CUNHA, Bruno Queiroz (org.). O Estado regulador brasileiro: três décadas de reformas e agencificação (1996-2026). Rio de Janeiro: Ipea : MDIC, 2026. p. 73-96. DOI: https://dx.doi.org/10.38116/9786556350950cap2
