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Utilização de recursos hídricos

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Abstract

Analisa a utilização dos recursos hídricos como componente central das políticas públicas de enfrentamento das secas e de promoção do desenvolvimento socioeconômico do Nordeste, examinando aspectos políticos, legais e institucionais, as potencialidades e disponibilidades de águas superficiais e subterrâneas, bem como seus padrões de uso para consumo humano, pecuário, irrigação e piscicultura. O texto evidencia a predominância histórica de ações emergenciais e fragmentadas, a multiplicidade de órgãos atuantes e a baixa eficiência dos programas de irrigação pública, cujos resultados ficaram aquém das metas estabelecidas. Destaca-se a necessidade de superação do enfoque hidráulico tradicional, mediante a formulação de uma política integrada de recursos hídricos, articulada à estrutura fundiária, ao desenvolvimento rural, à gestão institucional e à adoção de estratégias preventivas e sustentáveis no semiárido nordestino.

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COSTA, Gerson Teixeira da; VILLEGAS, Jaime Marin; FILHO, Manoel Ovídio. Utilização de recursos hídricos. In: INSTITUTO DE PLANEJAMENTO ECONÔMICO E SOCIAL; SUPERINTENDÊNCIA DO DESENVOLVIMENTO DO NORDESTE. A problemática e a política de terra e água do Nordeste. Brasília: Ipea; Recife: Sudene, 1985. (Projeto Nordeste, 7). p. 117–182. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/20427

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A Problemática e a política de terra e água do Nordeste
(Ipea, 1985) Instituto de Planejamento Econômico e Social; Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste; Instituto de Planejamento Econômico e Social; Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste
A estrutura fundiária do Nordeste brasileiro permanece altamente concentrada, com grande parte da terra e da renda rural nas mãos de poucos, enquanto milhões de trabalhadores rurais vivem em situação de exclusão produtiva e social. A redistribuição da terra, para ser eficaz, deve ir além da simples titulação ou intervenções pontuais, exigindo uma política articulada com mudanças na economia rural, infraestrutura, crédito e assistência técnica. Para isso, são indispensáveis vontade política, integração de ações governamentais e recursos compatíveis com a dimensão do problema. A participação ativa dos trabalhadores é fundamental, mas depende de ações concretas que superem a desconfiança histórica e resgatem o princípio da função social da propriedade, conforme prevê a Constituição.

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