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Perfil da inovação na indústria brasileira : uma comparação internacional

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Resumo

Apresenta uma análise detalhada do perfil da inovação na indústria brasileira no período de 1998 a 2000, utilizando dados da Pintec e comparando-os com resultados da CIS3, pesquisa equivalente aplicada na União Europeia. Os autores demonstram que o Brasil possui taxa de inovação significativamente inferior à de países europeus, com forte predominância de inovações de processo e baixa proporção de inovações de produto voltadas ao mercado. Evidencia-se que o sistema inovativo brasileiro é marcado por baixa intensidade de P&D, reduzida utilização de P&D externo e forte dependência da aquisição de máquinas e equipamentos, sugerindo um padrão de aprendizado tecnológico “passivo” e imitador. A análise também mostra diferenças marcantes entre empresas de capital nacional e estrangeiro, bem como entre setores tecnológicos, destacando a maior propensão inovadora de segmentos mais avançados. O estudo revela ainda fragilidades na cooperação tecnológica, baixo envolvimento de universidades e institutos de pesquisa, elevados custos percebidos para inovar e pouca participação do financiamento público no apoio às atividades inovativas. Conclui-se que o Brasil enfrenta limitações estruturais em seu sistema de inovação, exigindo políticas específicas, maior sinergia entre empresas e instituições de pesquisa e fortalecimento dos setores de maior intensidade tecnológica.

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VIOTTI, Eduardo B.; BAESSA, Adriano Ricardo; KOELLER, Priscila. Perfil da inovação na indústria brasileira: uma comparação internacional. In: DE NEGRI, João Alberto; SALERNO, Mário Sérgio (org.). Inovações, padrões tecnológicos e desempenho das firmas industriais brasileiras. Brasília, DF: Ipea, 2005. p. 653–687. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/19979

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Inovações, padrões tecnológicos e desempenho das firmas industriais brasileiras
(Ipea, 2005) Almeida Júnior, Mansueto Facundo de; Alves, Patrick Franco; Araújo, Rogério Dias de; Arbache, Jorge Saba; Arbix, Glauco; Baessa, Adriano Ricardo; Bahia, Luiz Dias; Britto, Jorge Nogueira de Paiva; Cassiolato, José Eduardo; Castro, Antonio Barros de; Conceição, Júnia Cristina Péres Rodrigues da; Costa, Gustavo; De Negri, Fernanda; Domingues, Edson Paulo; Freitas, Fernando; Koeller, Priscila; Kupfer, David; Lemos, Mauro Borges; Moro, Sueli; Prochnik, Victor; Rocha, Frederico; Ruiz, Ricardo Machado; Silva, Alan Ricardo da; Soares, Ricardo Pereira; Vargas, Marco Antonio; Viotti, Eduardo Baumgratz; De Negri, João Alberto ; Salerno, Mario Sergio ; João Alberto De Negri; Mario Sergio Salerno
O Ipea está desde o início envolvido ativamente na elaboração das Diretrizes da Política Industrial, nas suas principais medidas e ações implementadas, bem como na criação da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI). É inserido nesse esforço que temos a satisfação de apresentar à sociedade brasileira o mais completo e amplo estudo já realizado sobre a inovação tecnológica na indústria nacional. Este estudo mostrou que as empresas que inovam e diferenciam produtos da indústria brasileira geram postos de trabalho de maior qualidade, pois empregam mão-de-obra mais qualificada, melhor remunerada e com mais estabilidade no emprego. Inovar e diferenciar produtos permite às empresas exportar com maior valor agregado, obtendo preço prêmio nas suas vendas ao exterior. As empresas nacionais gastam mais em pesquisa e desenvolvimento (P&D) como proporção do seu faturamento do que as filiais das empresas estrangeiras instaladas no Brasil, e uma parcela importante dessas empresas tem feito inovações tecnológicas com o objetivo de buscar melhor inserção no mercado mundial. Há, entretanto, muito ainda por ser feito. As exportações brasileiras têm baixo conteúdo tecnológico e ainda são fortemente concentradas em commodities intensivas em recursos naturais e mão-de-obra. As desigualdades produtivas regionais são acentuadas e as pequenas e médias empresas dispõem de poucos meios para inovar e diferenciar seus produtos. Os resultados da pesquisa apresentada neste livro revelam fortemente que muitas firmas brasileiras estão desenvolvendo um comportamento pró-ativo, orientando-se pelas práticas mais nobres da competição: a inovação tecnológica e a diferenciação de produto. As informações coletadas mostram que uma nova visão empresarial tem surgido no país dando sustentação a um novo patamar competitivo da indústria brasileira.

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