Publication: Credito agrícola na Zona da Mata de Minas Gerais
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Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
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Abstract
O terceiro estudo examina a situação do crédito na produção agrícola e os impactos de diferentes condições de empréstimos e taxas de juros na Zona da Mata. Os autores sugerem que, apesar das informações fornecidas pelos bancos indicarem disponibilidade significativa de crédito, na prática, ele é utilizado por uma pequena proporção de agricultores. A participação predominante do Banco do Brasil nos empréstimos rurais sugere desinteresse dos bancos privados nesse tipo de financiamento. A programação linear revela que a demanda por crédito é limitada quando se consideram apenas alternativas tradicionais e tecnologia corrente, mas aumenta substancialmente com a introdução de novas alternativas. A procura por crédito mostra-se relativamente insensível às variações da taxa de juros quando há opções de investimento lucrativas. Os autores propõem programas de crédito especializado para tornar o crédito mais acessível aos agricultores, especialmente os pequenos, e sugerem que políticas de subsídio de juros podem não ser eficazes por si só. Concluem que a política de crédito atual pode estar reduzindo a disponibilidade de crédito agrícola, especialmente para os pequenos agricultores, e recomendam uma abordagem em que o governo pagaria a diferença entre a taxa de juros justa para a agricultura e a taxa de mercado, incentivando o uso de crédito sem restringir sua oferta. No entanto, destacam que esses estudos têm limitações e não oferecem diretamente diretrizes para políticas econômicas regionais.
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WHITE JR., T. Kelley; ROCHA, Dilson Seabra. Credito agrícola na Zona da Mata de Minas Gerais. In: PANAGIDES, Stahis S.; FERREIRA, Léo da Rocha; CESAL, Lon C.; BANDEIRA, Antonio Lima; WHITE JUNIOR, T. Kelley; ROCHA, Dilson Seabra. Estudos sobre uma região agrícola: Zona da Mata de Minas Gerais . Brasília: Ipea, 1973. (Monografia; 9). p. 217-300. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/12626/1/cap_3_credito_agricola_na_zona_da_mata.pdf
