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Monitoramento e avaliação da política externa : as particularidades do caso brasileiro e a experiência de planejamento na diplomacia

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Abstract

O capítulo analisa as particularidades do caso brasileiro no monitoramento e avaliação da política externa (M&A/PE), destacando os desafios para o planejamento diplomático. Aponta que a política externa é condicionada por fatores internos (disputas político-burocráticas, instabilidade institucional) e externos (anarquia do sistema internacional, imprevisibilidade), o que dificulta a formulação e execução de estratégias. Examina a evolução histórica do planejamento no Itamaraty, desde as primeiras iniciativas nos anos 1950 até a criação da Secretaria de Planejamento Diplomático e suas reformas recentes. Discute também a inserção da política externa nos Planos Plurianuais (PPAs), ressaltando sua importância como instrumento de orientação estratégica, embora limitado por falta de integração e efetividade. Conclui que, apesar das dificuldades, o planejamento e o M&A/PE são essenciais para reduzir incertezas e aprimorar a accountability, sugerindo maior coordenação entre órgãos e uso de tecnologias digitais para coleta e análise de dados.

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MARIANO, Marcelo Passini; RAMANZINI JÚNIOR, Haroldo. Monitoramento e avaliação da política externa: as particularidades do caso brasileiro e a experiência de planejamento na diplomacia. In: DESIDERÁ, Walter (org.). Monitoramento e avaliação da política externa: bases normativas, questões teórico-metodológicas e as particularidades do caso brasileiro. Brasília: Ipea, 2025. p. 143-170. DOI: https://dx.doi.org/10.38116/978-65-5635-089-9/cap6

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Monitoramento e avaliação da política externa : bases normativas, questões teórico-metodológicas e as particularidades do caso brasileiro
(Ipea, 2025-10) Walter Antonio Desiderá Neto; Walter Desiderá
Na primeira década dos anos 2000, consolidou-se no Brasil a compreensão da política externa como uma política pública, impulsionada por mudanças internas e globais, como a redemocratização, a globalização e o fim da Guerra Fria. Esse reconhecimento provocou um intenso diálogo entre os campos da análise de política externa (APE) e da análise de políticas públicas (APP), ampliando as ferramentas analíticas e as perguntas de pesquisa sobre o tema. A nova abordagem permitiu enxergar a política externa como fruto de disputas, coalizões e interesses diversos, demandando participação social, monitoramento e avaliação. A obra em questão, fruto de um projeto do Ipea, aprofunda essa discussão ao explorar os desafios e as possibilidades de institucionalizar mecanismos de acompanhamento e aferição da política externa brasileira, destacando sua importância para o fortalecimento democrático, a transparência e a eficácia governamental, e posicionando-se como referência fundamental para os estudos nessa área.

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