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O Tempo do mundo nas transformações do sistema monetário e financeiro internacional : desafios e possibilidades para o Brics

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The world's time in the transformations of the international monetary and financial system : challenges and possibilities for the Brics, El tiempo del mundo en las transformaciones del sistema monetario y financiero internacional : retos y posibilidades para los Brics

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Resumo

A arquitetura financeira internacional, moldada após a Segunda Guerra Mundial, vem sendo crescentemente questionada por países em desenvolvimento, que buscam maior representação nas instituições multilaterais e maior autonomia em relação à hegemonia do dólar. No contexto dessas transformações, o bloco do BRICS2 criou mecanismos próprios, como o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) e o Arranjo Contingente de Reservas (Contingent Reserve Arrangement – CRA), para fortalecer sua capacidade de resposta a crises e ampliar o financiamento ao desenvolvimento sustentável. Mais recentemente, o grupo iniciou uma fase de expansão institucional com a entrada de novos membros e parceiros, o que torna ainda mais relevante avaliar os mecanismos já existentes e os desafios à sua consolidação. Diante desse cenário, este artigo tem como objetivo geral investigar os alcances e limitações do CRA e do NDB na atual arquitetura financeira internacional, especialmente quanto à sua capacidade de prover liquidez e financiamento com menor dependência do dólar. A questão específica a ser analisada é porque, após uma década de existência, o CRA ainda não foi acionado e o NDB permanece com atuação limitada diante dos objetivos originalmente propostos. Parte-se da hipótese de que os obstáculos externos, como a hegemonia do dólar, somada à dualidade hegemônica Estados Unidos-China e às assimetrias econômico-políticas dos países-membros, contribuem para acentuar a desarticulação do grupo, o que dificulta a operação efetiva desses mecanismos. A fim de averiguar a plausibilidade da hipótese, teceu-se uma análise que combinou revisão teórica (hierarquia monetária, governança financeira) e revisão bibliográfica, que levou em conta a análise qualitativa de documentos institucionais (acordos e relatórios), permitindo avaliar os entraves e propor estratégias para ampliar a funcionalidade e o alcance dos instrumentos criados pelo BRICS.

Resumo traduzido

The international financial architecture, shaped after the Second World War, has been increasingly challenged by developing countries seeking greater representation in multilateral institutions and greater autonomy from the hegemony of the dollar. Within this context of transformation, the BRICS bloc (Brazil, Russia, India, China, and South Africa) created its own mechanisms, such as the New Development Bank (NDB) and the Contingent Reserve Arrangement (CRA), to strengthen their crisis response capacity and expand financing for sustainable development. More recently, the group has entered a phase of institutional expansion with the accession of new members and partners, making it even more relevant to assess the existing mechanisms and the challenges to their consolidation. Against this backdrop, the general objective of this article is to investigate the scope and limitations of the CRA and the NDB within the current international financial architecture, particularly regarding their ability to provide liquidity and f inancing with reduced dependence on the dollar. The specific question to be analyzed is why, after a decade of existence, the CRA has not yet been activated and the NDB remains limited in its performance relative to its original goals. The working hypothesis is that external obstacles, such as the hegemony of the dollar, combined with the dual hegemony of the United States and China and the economic-political asymmetries among member countries, contribute to accentuating the group’s disarticulation, thereby hindering the effective operation of these mechanisms. To assess the plausibility of this hypothesis, the analysis combined theoretical review (monetary hierarchy, financial governance) and bibliographic review, incorporating a qualitative examination of institutional documents (agreements and reports). This approach made it possible to evaluate the obstacles and propose strategies to enhance the functionality and reach of the instruments created by the BRICS.
La arquitectura financiera internacional, configurada tras la Segunda Guerra Mundial, está siendo cada vez más cuestionada por los países en desarrollo, que buscan una mayor representación en las instituciones multilaterales y una mayor autonomía frente a la hegemonía del dólar. En el contexto de estas transformaciones, el bloque BRICS (Brasil, Rusia, India, China y Sudáfrica) ha creado mecanismos propios, como el Nuevo Banco de Desarrollo (NBD) y el Acuerdo Contingente de Reservas (CRA), para fortalecer su capacidad de respuesta ante las crisis y ampliar la financiación para el desarrollo sostenible. Más recientemente, el grupo ha iniciado una fase de expansión institucional con la incorporación de nuevos miembros y socios, lo que hace aún más relevante evaluar los mecanismos ya existentes y los retos para su consolidación. Ante este escenario, el objetivo general de este artículo es investigar el alcance y las limitaciones del CRA y del NDB en la actual arquitectura financiera internacional, especialmente en lo que respecta a su capacidad para proporcionar liquidez y financiación con una menor dependencia del dólar. La cuestión específica que se analizará es por qué, tras una década de existencia, el CRA aún no se ha puesto en marcha y el NDB sigue teniendo una actuación limitada frente a los objetivos propuestos originalmente. Se parte de la hipótesis de que los obstáculos externos, como la hegemonía del dólar, sumados a la dualidad hegemónica entre Estados Unidos y China y a las asimetrías económicas y políticas de los países miembros, contribuyen a acentuar la desarticulación del grupo, lo que dificulta el funcionamiento efectivo de estos mecanismos. Con el fin de verificar la plausibilidad de la hipótesis, se realizó un análisis que combinó una revisión teórica (jerarquía monetaria, gobernanza f inanciera) y una revisión bibliográfica, que tuvo en cuenta el análisis cualitativo de documentos institucionales (acuerdos e informes), lo que permitió evaluar los obstáculos y proponer estrategias para ampliar la funcionalidad y el alcance de los instrumentos creados por los BRICS.

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Palavras-chave traduzidas

BRICS, CRA, NDB, Monetary hierarchy, International financial architecture

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FREDDO, Daniela. O Tempo do mundo nas transformações do sistema monetário e financeiro internacional : desafios e possibilidades para o Brics. Revista Tempo do Mundo. Rio de Janeiro, n. 38, p. 259-283, ago. 2025. DOI: http://dx.doi.org/10.38116/rtm38art9.

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