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Análise do mercado de trabalho : Mercado de Trabalho n.22 – nov. 2003

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Resumo

É fato que, no início do ano, as expectativas quanto ao desempenho do mercado de trabalho em 2003 não eram otimistas. Embora o nível de ocupação metropolitano tenha crescido em 2002 a uma taxa praticamente igual à do próprio PIB, as perspectivas da economia no primeiro ano do novo governo eram muito incertas, haja vista as políticas de austeridade monetária e fiscal que foram anunciadas e, na sequência, efetivamente adotadas. Utilizadas para fazer face ao surto inflacionário que o excesso de liquidez e a crise cambial haviam alimentado em 2002, essas políticas acabaram, contudo, revelando-se mais austeras do que poderiam supor os mais céticos. Como consequência, a contração verificada na atividade econômica superou as estimativas (oficiais e privadas) que, após sucessivas revisões para baixo, no último trimestre projetavam uma variação mínima para o PIB em 2003, em que pese a recuperação iniciada no final do ano. Não obstante, a evolução do nível de ocupação, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE (PME, nova metodologia) não correspondeu, ao longo do ano, ao que seria de se esperar de um quadro de características tão recessivas, como o que vigorou pelo menos até o mês de agosto. De fato o seu crescimento nas seis regiões metropolitanas por ela cobertas1 foi de 3,1%, no mês de outubro, na comparação com o verificado 12 meses antes, sendo que na região de São Paulo (RMSP), responsável por cerca de 42% da ocupação do conjunto, essa variação chegou a 3,9%.

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JEL

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INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA. Análise do mercado de trabalho. Mercado de Trabalho: Conjuntura e Análise. Brasília, v. 08, n. 22, p. 21-27, nov. 2003. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/18872

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