Publication: Evolução do crédito de 1994 a 1999: uma explicação
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1989-1999
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BR
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Texto para Discussão (TD) 808: Evolução do crédito de 1994 a 1999: uma explicação, Credit developments 1994-1999: an explanation
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Speaker / Moderator / Discussant
Abstract
O presente trabalho indica a tendência de crescimento do crédito total e setorial concedido pelo sistema bancário nacional no período de 1989 a 1999. E analisa se a adesão do país ao Acordo da Basileia, em agosto de 1994 - justamente quando a economia se estabilizava - explica o comportamento recente do crédito.
Na parte inicial deste estudo, constatou-se que o crédito total apresentava tendência de crescimento, nos anos de 1992, 1993 e início de 1994, e que, após o Plano Real, a tendência, de 1994 a 1999, passou a ser de estabilidade. Em suma, constatou-se o oposto do que se esperava, a estabilização econômica além de não alavancar o crédito ainda deteve o crescimento que até então ocorria. Verificou-se também que ocorreu redistribuição do crédito entre setores: diminuiu a participação do setor público e aumentou a do setor privado, especialmente das pessoas físicas, a partir de 1994. A participação do setor produtivo no crédito total permaneceu estável, em 54%, com indicação de queda; somente cresceu a participação da indústria, mas esse crescimento foi compensado pela diminuição do crédito à habitação. Por outro lado, a participação do setor agropecuário permaneceu estável na maior parte do período, ao redor de 10%, com indicação de queda nos últimos anos.
Na segunda parte, caracterizou-se que a adesão do Brasil ao Acordo da Basiléia (Resolução BACEN no 2 099) liberou as aplicações dos bancos em títulos públicos federais e limitou as aplicações em crédito. O ponto que o estudo destaca é que ocorreram várias mudanças nos parâmetros dessa norma, algumas vezes estabelecendo exigências não previstas no Acordo, sendo que essas mudanças, quase sempre, provocaram a diminuição do limite que os bancos podiam aplicar em crédito. Nesse sentido, constatou-se que a partir de 1994, cresceu persistentemente o estoque de títulos federais em poder dos bancos se comparado com os créditos e com o patrimônio líquido dessas instituições. Em outras palavras, diminuiu a participação dos créditos em relação ao ativo total dos bancos. A conclusão principal deste estudo indica que a adesão do Brasil ao Acordo da Basileia pode explicar o comportamento do crédito após 1994.
