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Microfinanças : elementos para uma política pública

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Resumo

As questões que envolvem finanças, em particular bancos, são habitualmente tratadas com muito descaso, ou por desconhecimento ou por “propaganda enganosa”: “trata-se de algo muito especializado que requer conhecimentos acadêmicos e, assim, não é para qualquer um!”. A principal crítica que assumimos reside na constatação de que seus propósitos se confrontam nitidamente com os direitos trabalhistas históricos dos empregados em bancos, uma vez que transfere parte das funções inerentes a estes trabalhadores a comerciários que, além de suas atividades habituais, passam a atuar como se bancários fossem, em desrespeito à legislação vigente e em detrimento de aspectos como segurança, jornada de trabalho e outras prerrogativas arduamente conquistadas ao longo de anos e anos de lutas trabalhistas da categoria. Mas que mistério reside nessas instituições que têm como matéria-prima a moeda que o Estado emite? Que mágica permite que os bancos emprestem muito além dos recursos de que dispõem, criando dívidas diversas – empréstimos, cartões, cheques, cheques especiais etc?. A resposta a ambas as questões reside no fato de suas atividades serem exercidas a partir da CONFIANÇA que as sociedades têm nas instituições fundamentais ao seu funcionamento: o Estado, a moeda e, em decorrência, os bancos, que funcionam como uma bomba a irrigar a economia com os recursos necessários ao seu funcionamento, recursos estes que vêm dos próprios usuários de seus serviços.

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