Publication: Geopolítica e geoeconomia do Indo-Pacífico como estratégia de contenção da China
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China
Indo-Pacífico americano
China
Indo-Pacífico americano
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Abstract
Na atual conjuntura internacional, especialmente após a crise financeira global de 2008 e seus efeitos, há uma crescente rivalidade entre os Estados Unidos e a China, com destaque para o seu caráter geopolítico e geoeconômico. A ascensão chinesa nas últimas décadas, principalmente a partir do seu robusto crescimento econômico e o estabelecimento de parcerias e acordos comerciais, proeminentes nas bordas asiáticas do Pacífico, gerou uma reação multidimensional por parte dos Estados Unidos, de forma a conter os ganhos de influência da China, com ênfase na sua região circundante. Inicialmente denominada Pivô para a Ásia, a partir de 2011, esta geoestratégia de contenção ganhou novas formas e desenvolvimento após o primeiro governo Donald Trump (2017-2021), renomeada como Indo-Pacífico. Atualmente, no segundo governo Trump (2025-2029), este plano se aprofunda em sua perspectiva de competição estratégica com a China. Este artigo investiga a disputa multifatorial por preferências regionais, com ênfase nos distintos parâmetros em construção por Washington, especialmente no Sudeste Asiático, que possuem um gradativo caráter de confronto entre lógicas da geopolítica versus geoeconomia, nas quais o Indo-Pacífico americano está notoriamente mais associado a um jogo de soma zero geopolítico, com profunda desvantagem em comparação às proposições chinesas de natureza geoeconômica, mais influentes nas regiões em análise.
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In the current international landscape, especially following the 2008 global financial crisis and its effects, there is a growing rivalry between the United States and China, characterized by its geopolitical and geoeconomic nature. The Chinese rise in recent decades, driven primarily by robust economic growth and the establishment of partnerships and trade agreements, prominent along the Asia-Pacific region, has triggered a multidimensional reaction from the United States, aimed at containing China’s gains in influence, particularly in its surrounding region. Initially named the Pivot to Asia in 2011, this containment geostrategy took on new forms and developments following the first Donald Trump administration (2017-2021), when it was renamed the Indo-Pacific strategy. Currently, under the second Trump administration (2025-2029), this plan is deepening its perspective of strategic competition with China. This article investigates this multifactorial dispute for regional preferences, emphasizing the distinct parameters being constructed by Washington, especially in Southeast Asia, which have a growing character of confrontation between the logics of geopolitics versus geoeconomics. In this context, the American Indo-Pacific is notoriously more associated with a geopolitical zero-sum game, facing a deep disadvantage compared to Chinese propositions of a geoeconomic nature, which are more influential in the regions under analysis.
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United States, China, Geopolitics, Geoeconomics, Indo-Pacific
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F50 General
F51 International Conflicts - Negotiations - Sanctions
F52 National Security - Economic Nationalism
F53 International Agreements and Observance - International Organizations
Citation
NASCIMENTO, Lucas Gualberto do. Geopolítica e geoeconomia do Indo-Pacífico como estratégia de contenção da China. Boletim de Economia e Política Internacional. Geoeconomia na encruzilhada: a confluência do governo Trump II e da ascensão econômica da China – parte I. Brasília, DF: Ipea, n. 43, p. 49-86, set./dez. 2025. DOI: https://dx.doi.org/10.38116/bepi43art3
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BEPI 43
