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Avaliação preliminar dos impactos sobre a economia brasileira do acordo de livre comércio entre Mercosul e Coreia do Sul : avaliação com base em modelo de equilíbrio geral dinâmico utilizando o Gtap versão 10

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Nota Técnica n. 36 (Dinte) : Avaliação preliminar dos impactos sobre a economia brasileira do acordo de livre comércio entre Mercosul e Coreia do Sul : avaliação com base em modelo de equilíbrio geral dinâmico utilizando o Gtap versão 10

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Abstract

Este estudo analisa os impactos sobre as principais variáveis macroeconômicas e setoriais da economia brasileira do acordo de livre comércio atualmente em fase avançada de negociação entre o Mercosul e a Coreia do Sul. Para tanto, aplica-se o modelo equilíbrio geral computável (EGC) multirregional e multissetorial Global Trade Analysis Project (GTAP), na versão 10. As simulações envolvem redução de tarifas e de barreiras não tarifárias. Os resultados são, em geral, positivos para o país. Em termos macroeconômicos haveria ganho de 0,49% do PIB, de 1,16% do investimento e de 0,32% do salário real. Além disso, haveria um ganho de bem-estar no Brasil equivalente a US$ 4,75 bilhões. A produção e o nível de emprego cresceriam na grande maioria dos setores, e as perdas estariam concentradas em três deles: Equipamentos eletrônicos, Veículos e peças e Têxteis. A atividade agropecuária seria a maior beneficiada, mas haveria aumento de produção e de exportações também na indústria de transformação e no setor de serviços. O acordo traria um forte aumento do comércio bilateral, mas a taxa de crescimento seria bem maior nas exportações coreanas para o Brasil (250% em valor, em relação ao baseline) do que nas vendas brasileiras (49%). Isso porque o nível de proteção atual do Brasil, seja em termos de tarifas, seja de barreiras não tarifárias, é bem mais elevado do que o da Coreia. O exercício apresentado neste trabalho, além de evidenciar os benefícios do acordo comercial, ressalta dois pontos de grande importância. O primeiro diz respeito à necessidade de negociar mecanismos que permitam uma redução considerável das barreiras não tarifárias bilaterais. Grande parte dos ganhos relatados advém do choque de redução de BNTs, especialmente por parte do Brasil. Um acordo que envolvesse apenas reduções tarifárias ainda teria resultados positivos, mas menos expressivos. O segundo ponto diz respeito à inclusão das atividades de serviços no acordo, que se beneficiariam da redução de barreiras não tarifárias. Os dados mostram que o Brasil teria muito a ganhar neste setor, inclusive em termos de aumento de seu saldo comercial total e do saldo específico com a Coreia do Sul.

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