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A Distribuição espacial de mão de obra qualificada no Brasil é um entrave ao crescimento econômico de maior valor agregado no interior do país ?

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Resumo

O capítulo analisa a distribuição espacial do mercado de trabalho brasileiro, evidenciando as fortes desigualdades regionais na alocação do emprego, da renda e das oportunidades ocupacionais, destacando a concentração das atividades econômicas e dos postos de trabalho mais qualificados nas regiões Sudeste e Sul, em contraste com a menor dinamização econômica e maior precariedade nas demais regiões; discute ainda os fatores históricos e estruturais que explicam essa configuração, como o processo de industrialização, urbanização e especialização produtiva, bem como seus efeitos sobre a mobilidade da força de trabalho e as disparidades territoriais, indicando que a persistência dessas diferenças impõe desafios às políticas públicas voltadas ao desenvolvimento regional e à redução das desigualdades no mercado de trabalho.

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RIGOTTI, José Irineu Rangel; FAZITO, Dimitri; CAMPOS, Járvis. A distribuição espacial de mão de obra qualificada no Brasil é um entrave ao crescimento econômico de maior valor agregado no interior do país? In: OLIVEIRA, Marina Pereira Pires de et al. (org.). Rede de pesquisa formação e mercado de trabalho: coletânea de pesquisas: volume I, tendências e aspectos demográficos do mercado de trabalho. Brasília: Ipea; ABDI, 2014. v. 1. p. 78 - 115. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/20546

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Rede de pesquisa : formação e mercado de trabalho : coletânea de artigos : Volume 1 : Tendências e aspectos demográficos do mercado de trabalho
(Ipea, 2014) Oliveira, Marina Pereira Pires de ; Caruso, Luiz Antonio ; Schneider, Eduardo Miguel ; Paulo Meyer Nascimento; Aguinaldo Nogueira Maciente; Marina Pereira Pires de Oliveira; Paulo A. Meyer M. Nascimento; Aguinaldo Nogueira Maciente; Luiz Antonio Cruz Caruso; Eduardo Miguel Schneider
A Rede de Pesquisa: Formação e Mercado de Trabalho, iniciativa coordenada pela ABDI e pelo Ipea, com participação do Senai e do Dieese, criada diante da centralidade da qualificação da mão de obra para o crescimento sustentável, a produtividade e a preservação dos avanços sociais no Brasil, em um contexto de mudanças demográficas e envelhecimento populacional que exigem articulação entre educação formal e aprendizado no trabalho; fruto de um processo de mapeamento e mobilização iniciado em 2011, a Rede estrutura-se em linhas de pesquisa em Economia da Educação e Economia do Trabalho, incorporando análises demográficas, e resultou em uma coletânea de volumes que reúnem estudos multidisciplinares selecionados após seminários e debates com ampla participação institucional; especificamente, o segundo volume concentra-se nas demandas de qualificação das firmas e em estratégias empresariais e metodológicas para identificação de competências laborais, abordando temas como mensuração de habilidades ocupacionais, lacunas educacionais em matemática, relações entre qualificação, inovação e aglomeração produtiva, subqualificação regional e uso de modelos de equilíbrio geral, com o objetivo de subsidiar políticas públicas, contribuir para a política industrial brasileira e esclarecer, com base empírica, a complexa interação entre formação profissional e mercado de trabalho no país.

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