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Uma Radiografia das ocupações na indústria farmacéutica brasileira

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Resumo

Este artigo inova em oferecer uma proxy diferente para medir o esforço de vendas: o emprego formal nos laboratórios farmacêuticos de trabalhadores classificados em ocupações típicas de vendas, marketing, promoção e propaganda. Embora bastante imperfeita, esta medida, em seus resultados preliminares, mostra um crescimento acentuado da importância destes profissionais neste conjunto de empresas, tanto em número efetivo como em folha de pagamentos. São sugeridos alguns potenciais vieses nesta medida, que, espera-se, seja mais precisa, em função do acesso a dados complementares e à estimação de equações de salário e emprego controladas para diversas variáveis. Esta primeira publicação visa, portanto, primordialmente, apresentar uma radiografia da composição do emprego na indústria farmacêutica e revisar sua trajetória recente.As análises a seguir refletem a estrutura da indústria farmacêutica de 318 laboratórios fabricantes de medicamentos para uso humano no Brasil e foram obtidos da Relação Anual de Informações Sociais (Rais). As estatísticas gerais são comparadas com as de dois subconjuntos de ocupações: i) o de ocupações farmacêuticas, que compreende atividades de P&D e ligadas ao processo de registro de medicamentos; e ii) o de ocupações de vendas. Estes dois subconjuntos foram selecionados com vistas à estimação de um modelo de entrada de medicamentos não originais. As ocupações são classificadas de acordo com a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) de 1994 e 2002 (Brasil, 2002).

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