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A Queda recente da desigualdade de renda no Brasil

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Abstract

Apresenta a evolução recente da desigualdade de renda no Brasil, destacando que, entre 2001 e 2005, houve uma queda contínua e expressiva nas medidas tradicionais de concentração, como o coeficiente de Gini, que atingiu o menor nível das últimas três décadas. Com base nas informações da PNAD e complementado por dados da PME, o texto demonstra que essa redução ocorreu de maneira consistente, independentemente da métrica adotada, do tipo de renda considerada ou de ajustes referentes à composição familiar. Os autores também investigam a significância estatística desse movimento, mostrando que a probabilidade de a redução observada ser um efeito aleatório é inferior a 1%. Apesar desse avanço, o Brasil continua entre os países com maior desigualdade do mundo, e mesmo mantendo o ritmo recente, ainda seriam necessárias várias décadas para alcançar padrões próximos aos de nações com nível semelhante de desenvolvimento.

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BARROS, Ricardo Paes de et al. A queda recente da desigualdade de renda no Brasil. In: BARROS, Ricardo Paes de; FOGUEL, Miguel Nathan; ULYSSEA, Gabriel (org.). Desigualdade de renda no Brasil: uma análise da queda recente. Brasília: Ipea, 2006. v. 1, p. 107‑127. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/20018

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Desigualdade de renda no Brasil : uma análise da queda recente : volume 1
(Ipea, 2006) Barros, Ricardo Paes de ; Foguel, Miguel Nathan ; Ulyssea, Gabriel ; Barros, Ricardo Paes de; Ulyssea, Gabriel; Foguel, Miguel Nathan; Ricardo Paes de Barros; Miguel Nathan Foguel; Gabriel Ulyssea
Reúne estudos voltados para estimar a magnitude da queda recente na desigualdade e suas consequências sobre as condições de vida da população mais pobre; e aqueles cujo objetivo é identificar os principais fatores determinantes por trás desse movimento. Analisa, em detalhes, as transformações por que passaram os diversos tipos de transferências governamentais, principalmente as pensões e as aposentadorias, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o Programa Bolsa Família (PBF). Trata dos fatores responsáveis pelas transformações na distribuição dos rendimentos do trabalho. Avalia o papel da educação e da experiência potencial dos trabalhadores no mercado de trabalho para a redução da desigualdade de renda. Trata do mercado de trabalho como gerador de desigualdade. A análise é centrada nos papéis desempenhados pela discriminação de gênero e de cor, bem como por três tipos de segmentação: setorial, formal-informal e espacial. Aborda os efeitos do salário mínimo sobre a desigualdade de renda por meio das remunerações pagas no mercado de trabalho, assim como das transferências governamentais a ele vinculadas, visando contribuir para o aprimoramento das políticas públicas e, dessa forma, acelerar o processo de redução da extrema desigualdade de renda que ainda prevalece no País.

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