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Panorama recente do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO)

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Abstract

O texto apresenta o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) como um instrumento de política pública criado pela Constituição Federal de 1988 e regulamentado pela Lei nº 7.827/1989, com a finalidade de ofertar crédito subsidiado a empreendimentos privados com restrições de acesso ao sistema financeiro tradicional, visando estimular investimentos produtivos e reduzir desigualdades regionais na região Norte. Financiado por 0,6% da arrecadação do IR e do IPI e administrado pelo Banco da Amazônia, o FNO possui relevância econômica expressiva, evidenciada pelos elevados volumes de entradas, patrimônio acumulado e contratações, especialmente em 2021. A aplicação dos recursos é orientada pelos planos regionais de desenvolvimento, em consonância com a Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) e com o Plano Regional de Desenvolvimento da Amazônia (PRDA), sob coordenação do MIDR e da Sudam. Nesse contexto, o capítulo analisa a evolução e as oscilações dos dados financeiros do FNO ao longo da década de 2010, buscando identificar mudanças financeiras, espaciais e institucionais associadas às decisões-chave na alocação dos recursos na região Norte do Brasil.

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PORTUGAL, Rodrigo. Panorama recente do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO). In: PORTUGAL, Rodrigo; VASCONCELOS, Ronaldo (org.). Políticas regionais no Brasil: governança nos fundos constitucionais de financiamento. Rio de Janeiro: Ipea, 2025. p. 25-43. DOI: https://dx.doi.org/10.38116/9786556350929cap2

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Políticas regionais no Brasil : governança nos fundos constitucionais de financiamento
(Ipea, 2025) Portugal, Rodrigo; Vasconcelos, Ronaldo; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Rodrigo Portugal; Ronaldo Vasconcelos
O documento apresenta uma análise aprofundada da política de desenvolvimento regional brasileira, com foco nos fundos constitucionais de financiamento como principal instrumento de redução das desigualdades territoriais, examinando sua evolução institucional, os resultados de avaliações de impacto já realizadas e, sobretudo, como esses resultados podem ser incorporados aos processos de tomada de decisão e alocação de recursos. A obra investiga o espaço decisório das instituições envolvidas, especialmente após as mudanças ocorridas a partir dos anos 2000, compara os três fundos constitucionais quanto às suas semelhanças e diferenças e discute a governança e a influência dos entes institucionais sobre o crédito, reunindo contribuições de pesquisadores de diversas instituições acadêmicas e governamentais, com apoio de organismos nacionais e internacionais.

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