Publication: Nossos bosques têm mais vida
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Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
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Speaker / Moderator / Discussant
Abstract
As pesquisas em biodiversidade no Brasil demandam consentimento prévio das comunidades locais, compreendendo índios, babaçueiros, caboclos, caiçaras, caipiras, quebradeiras de coco, quilombolas, ribeirinhos e seringueiros. Estes grupos, muitas vezes marginalizados, têm se tornado essenciais para avanços em biotecnologia, fármacos, sementes, cosméticos e defensivos agrícolas globalmente. Com a maior biodiversidade do mundo, abrangendo florestas tropicais, cerrado, mata atlântica e outros ecossistemas, o Brasil é rico em recursos naturais. No entanto, a exploração desses recursos exige legislação que promova a distribuição justa dos benefícios, respeitando os conhecimentos tradicionais e garantindo a conservação da biodiversidade. A vasta gama de organismos brasileiros representa um laboratório a céu aberto, mas o uso desse potencial demanda um arcabouço legal eficiente para regular as relações entre pesquisa científica, mercado e comunidades locais, assegurando o equilíbrio entre interesses científicos, comerciais e a preservação ambiental.
