Publication: Crise de estado e descentralização educacional no Brasil : resistências, inovações e perspectivas
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Speaker / Moderator / Discussant
Abstract
O modelo de alocação de recursos em educação permaneceu praticamente inalterado na década de 80, contribuindo, de forma importante, para a reduzida eficiência do ensino de primeiro grau e para a manutenção das desigualdades educacionais. Entretanto, mudanças contextuais favoreceram a atuação dos sistemas municipais de ensino e uma maior autonomia de gestão da escola pública. Por outro lado, a desarticulação entre União, estados e municípios persiste um entrave fundamental na busca de qualidade do ensino. O trabalho discute de que maneira uma redefinição de competência, havendo a um novo papel do Ministério da Educação (MEC) no coordenamento da política educacional, deve resultar em ganhos expressivos de eficiência e em uma escola pública menos diferenciada. A descentralização educacional que está ocorrendo no Brasil tem uma característica sui generis: não resulta do poder normativo do governo central, mas de um movimento nas bases. Seu sucesso depende de estados e União exercerem os novos papéis que lhes cabem, um desafio ainda não enfrentado.
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Citation
SOUZA, Alberto de Mello e. Crise de estado e descentralização educacional no Brasil: resistências, inovações e perspectivas. Planejamento e Políticas Públicas, Brasília, n. 10, p. 1-31, jul./dez.,1993. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/16037
